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Varizes: conheça as causas, sintomas e tratamentos

Estima-se que 70% das mulheres desenvolvem algum grau do problema vascular

A rotina das mulheres é marcada por múltiplas jornadas. Entre o trabalho, os cuidados com a casa e a família, muitas passam horas em pé, frequentemente usando salto alto, o que pode agravar problemas circulatórios. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a prevalência média das varizes na população brasileira é de 38%, afetando 30% dos homens e mais de 45% das mulheres.

Estima-se que 70% das mulheres desenvolvem algum grau do problema vascular. Além da predisposição genética, outros fatores contribuem para o desenvolvimento das varizes, como oscilações hormonais, sedentarismo e sobrepeso. O problema vai além da questão estética, podendo causar dores, inchaço e sensação de peso nas pernas. Mudanças no estilo de vida, aliadas a tratamentos médicos, podem minimizar os sintomas e prevenir complicações mais graves.

“As varizes são veias dilatadas causadas pela insuficiência venosa crônica (IVC), onde há dificuldade de retorno do sangue pelas veias, seja por válvulas que não funcionam direito ou por bloqueios no fluxo sanguíneo. Suas possíveis causas incluem histórico familiar, sobrepeso, idade avançada, sedentarismo e tabagismo”, explica o médico ginecologista e obstetra Márcio Elias.

Embora também afetem homens, as varizes são significativamente mais comuns entre as mulheres devido às oscilações hormonais e ao uso frequente de contraceptivos. “Além disso, o uso de contraceptivos com estrogênio, gestações prévias, constipação intestinal e sobrepeso impulsionam o aparecimento do problema. E elas vão muito além de uma questão de estética, o desconforto constante pode afetar significativamente a rotina, restringindo suas atividades e impactando o seu dia a dia”, complementa o especialista.

Entre os principais sintomas do problema vascular estão sensação de peso nas pernas, inchaço, cansaço excessivo, dor e coceira na região afetada. Em estágios mais avançados, podem surgir alterações na pele, como escurecimento e descamação, além do risco de complicações como feridas e trombose. O aparecimento de veias azuladas ou arroxeadas, dilatadas e visíveis sob a pele é um dos sinais mais comuns.

Para identificar a condição, é importante observar esses sintomas e buscar avaliação médica, especialmente se houver histórico familiar ou se os incômodos forem frequentes. O diagnóstico pode ser feito por meio de exame clínico e, quando necessário, complementado por ultrassonografia Doppler, que analisa o fluxo sanguíneo e a gravidade do problema.

Necessitando de tratamento, as opções são variadas. Além do laser transdérmico e da escleroterapia com espuma, que são minimamente invasivos, há outras opções para tratar as varizes, dependendo da gravidade do problema. A cirurgia convencional, por exemplo, é indicada para casos mais avançados e consiste na remoção das veias comprometidas por meio de pequenas incisões. Já a radiofrequência é um método moderno que utiliza calor para fechar as veias doentes, promovendo a melhora da circulação. Outra alternativa é a escleroterapia tradicional, que envolve a aplicação de substâncias esclerosantes diretamente nas varizes, levando à sua regressão.

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