A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, revelou que a Polícia Civil (PCDF) já registrou mais de 20 casos de ameaças em escolas do Distrito Federal, mas, apesar do número expressivo, todos foram justificados como “brincadeira” pelos autores.
Durante entrevista ao GPS|Lifetime, a titular da pasta se aprofundou no perfil das crianças envolvidas nos trotes e disse que, na maioria dos casos, os pais se disseram surpreendidos ao terem sido informados sobre a conduta dos filhos. E alertou sobre a necessidade de uma maior atenção por parte da família sobre o tipo de conteúdo que as crianças têm consumido nas redes sociais.

“Tão logo começou essa movimentação, o governador Ibaneis me chamou para conversar e a gente tem alinhado as ações junto com a Secretaria de Segurança, que é fundamental nesse processo. O período pós-pandêmico nos trouxe um novo perfil de estudante: o estudante que ficou confinado, ficou sozinho, que se deprimiu, que estão se automutilando dentro de casa. Então, nós temos de fazer todo um trabalho de trazer a saúde [mental] para dentro da educação“, analisou.
Assista a íntegra da entrevista:
Multa
Segundo a secretária, uma mudança recente em decreto local incluiu as ameaças contra escolas ou estudantes entre as infrações que serão penalizadas com multas. O valor pode chegar a R$ 4 mil e, em caso de reincidência, pode dobrar.
“Então, não é só se apavorar e dizer: ‘Meu filho vai morrer’. Não. Olhe o celular do seu filho, olhe a mochila dele. Todos os casos que foram descobertos até agora, em todos eles, os pais ficaram surpresos“, disse.