O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) concedeu, nesta quarta-feira (3), o benefício da prisão preventiva domiciliar ao ex-deputado Roberto Jefferson. No entanto, a medida ainda não tem efeito imediato, pois depende da autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para ser validada.
Preso desde 2022, Jefferson responde por tentativa de homicídio contra quatro policiais federais, após atacá-los com tiros de fuzil e granadas durante o cumprimento de uma ordem de prisão, em Comendador Levy Gasparian (RJ).
O episódio ocorreu em 23 de outubro de 2022, quando agentes da Polícia Federal foram até a residência de Roberto Jefferson para cumprir um mandado de prisão determinado pelo STF. O ex-parlamentar resistiu com violência, disparando contra os policiais e lançando uma granada contra a equipe.
De acordo com as investigações, ele possuía até 13 armas de fogo em casa. O ataque deixou dois agentes feridos por estilhaços, além de causar danos ao veículo da PF, atingido por 25 disparos no teto, 14 no para-brisa, dois na lateral esquerda e um no capô.
A decisão do TRF-2 teve como base um relatório médico da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap), que apontou uma “situação de extrema debilidade” de saúde do ex-deputado. Segundo o documento, Jefferson enfrenta complicações decorrentes de uma infecção, o que motivou a concessão da prisão domiciliar.
Atualmente, ele segue custodiado no Hospital Samaritano (RJ), onde recebe tratamento médico.
Além da acusação de tentativa de homicídio, Roberto Jefferson foi condenado pelo STF a nove anos, um mês e cinco dias de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A decisão faz parte das ações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, que também decretou sua prisão preventiva.