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Sheik egípcio radicado no DF explica a razão do jejum durante o Ramadã do islamismo

Prática é vista como um tempo de renovação
Sheik Mohamed Zedan e Safy, tradutor; Foto: Paulo Mac Culloch
Sheik Mohamed Zedan e Safy, tradutor; Foto: Paulo Mac Culloch

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Por Paulo Mac Culloch e Henrique Sucena (Agência de Notícias Ceub)

O jejum para os adeptos do Ramadã, prática do Islamismo, tem significado amplo e que remete a uma ação de sensibilidade diante da escassez de alimentos, segundo explica o Sheik Mohamed Zedan, nascido no Egito, mas que há 32 anos vive na capital brasileira. Ele trabalha no Centro Islâmico de Brasília, na Asa Norte. Sheik é a liderança religiosa.

O Ramadã é visto como um tempo de renovação, mudança e conexão com Deus, onde os fiéis realizam o sawm, um jejum que dura do nascer do sol até ele se pôr, onde não é permitido comer, beber, fumar ou ter relações sexuais.

O sheik explica que o jejum tem duas funções principais: a primeira é elevar o espírito sobre a matéria, vencer as nossas vaidades, nossos vícios e nossas fraquezas.

“A pessoa jejua em torno de 12 horas por dia, enquanto quem é necessitado fica por muito mais tempo. Então é para lembrarmos, quando estivermos comendo, que há alguém que precisa daquele alimento também”, afirma Zedan.

Além do jejum

O Ramadã começou no último dia 11 e é considerada uma época muito importante para a religião Islâmica. Nela, é praticado um jejum de comida e água do nascer ao pôr do sol.

Mas o Ramadã, segundo explica o Sheik, não é apenas essa prática, sendo também um período de fraternidade, reflexão, oração, boas ações e afastamento de maus hábitos.

Segundo ele, o Ramadã é o mês no qual foi revelado o Alcorão sagrado ao profeta Muhammad, quando o anjo Gabriel desceu, sob orientação do Deus todo poderoso, para o profeta.

O islamismo é a segunda maior religião do mundo, contando com aproximadamente 1,9 bilhões de seguidores e durante todo o nono mês do calendário islã é comemorado o Ramadã, que esse ano está previsto para terminar dia 8 de abril.

Segundo o líder religioso, esse período é sagrado porque, segundo a crença islâmica, foi o momento em que Maomé recebeu das mãos de um arcanjo as mensagens de Allah, o Alcorão.

Dia sagrado

O Centro Islâmico de Brasília fica aberto todos os dias para pessoas de qualquer religião. Apesar de dizer que é importante frequentar a mesquita todos os dias, Zedan frisa que o dia sagrado para a religião é a sexta-feira, onde se tem uma oração chamada Salat al-Jumah, proferida a partir de 13h pelo sheik.

Ele também exalta o senso de comunidade entre pessoas de diversas nacionalidades na cidade que fazem parte do centro e das embaixadas de países de maioria muçulmana que se encontram na capital.

“A comunidade islâmica de Brasília é muito diversificada. Nós temos muitas famílias egípcias, palestinas, sírias, paquistanesas, bastantes nigerianos, angolanos, sauditas, além das embaixadas árabes e dos países islâmicos. Só de embaixadas árabes são mais de 12 aqui em Brasília, que fazem parte da nossa comunidade. E todos se encontram aqui na sexta-feira.”

 

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