GPS Brasília comscore

Presos na Operação Tempus Veritatis passarão por audiência de custódia

Um dos detidos, Valdemar Costa Neto foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante as buscas
Valdemar Costa Neto é um dos presos que passará por audiência de custódia
Valdemar Costa Neto é um dos presos que passará por audiência de custódia. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Compartilhe:

A Polícia Federal marcou, para a tarde desta sexta-feira (9), as audiências de custódia de quatro presos pela Operação Tempus Veritatis, ocorridas na última quinta (8). Entre os detidos a serem ouvidos estão os militares Rafael Martins de Oliveira, major das Forças Especiais do Exército, e Marcelo Costa Câmara, coronel do Exército e ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além deles, a PF ouvirá o ex-assessor Filipe Martins, que teria entregue a minuta do golpe ao ex-presidente, e o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

A primeira audiência é a de Filipe Martins, marcada para as 14h, na Superintendência da Polícia Federal no Paraná. Marcelo Câmara falará às 14h20, no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília, Rafael Martins às 14h40, no Comando da Artilharia Divisionária da Divisão do Exército, em Formosa, Goiás. Costa Neto fecha o grupo, com audiência de custódia marcada para as 15h, na Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal. Todas serão feitas por videoconferência.

As audiências de custódia são parte do protocolo e não discutem o mérito que levou à detenção. Os presos serão ouvidos por um juiz, para poderem apontar possíveis ilegalidades em sua prisão. 

Costa Neto foi preso por posse de arma
Diferente dos outros presos da quinta-feira, Valdemar Costa Neto não era um dos alvos de prisão preventiva na operação desta quinta, mas foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante as buscas. Ele tinha, também, uma pepita de ouro que, segundo a primeira perícia da PF, tem origem em garimpo.

A defesa de Costa Neto afirmou que posse da pedra não configura delito, segundo a própria jurisprudência. Além disso, em nota, também apontou que a arma é registrada, tem uso permitido, pertence a um parente próximo e foi esquecida há vários anos no apartamento dele.

As defesas de Filipe Martins e Marcelo Câmara disseram na quinta-feira que ainda não tinham acesso integral aos autos. A reportagem não localizou a defesa de Rafael Martins.