A mochila do homem preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após ameaçar explodir a Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, continha apenas objetos de uso pessoal. A informação foi confirmada pela própria corporação, após inspeção realizada pelo Esquadrão Antibombas.
O suspeito foi identificado como Daniel Mourão e, segundo a corporação, apresentava “estado de agitação e dizia portar os artefatos em uma mochila”.
O caso ocorre às vésperas do início do julgamento ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus, no Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto envolvimento na trama golpista do 8 de janeiro.
Operação Petardo
A PMDF foi acionada às 5h15 deste sábado (30) para atender a ocorrência. Segundo a denúncia, Daniel Mourão ameaçava detonar os supostos explosivos que carregava em sua mochila.
Diante da ameaça, os militares acionaram os protocolos das Operações Gerente e Petardo, que incluem o suporte do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Por volta das 6h45, após ação do Grupo de intervenção tática do Bope o suspeito foi preso.
Imediatamente, uma equipe do Esquadrão Antibombas realizou a varredura e a inspeção dos pertences do suspeito. Segundo a corporação, se tratava de uma ameaça falsa, não tendo sido encontrado nenhum artefato explosivo ou arma.
O homem foi atendido no local pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e, em seguida, conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião por apresentar sinais de distúrbios psiquiátricos.
Após o atendimento médico, ele será encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia (5ª DP) para os procedimentos cabíveis.
Em nota, a PMDF ressalta que a “situação foi resolvida com segurança e sem danos à integridade física de nenhum civil, agente público ou patrimônio”.