O poeta paulistano Régis Bonvicino morreu na Itália, no último sábado (5). Ele tinha 70 anos e estava de férias com a família em Roma. Segundo informou sua mulher, a psicanalista Darly Menconi, ele sofreu uma queda e estava internado havia uma semana. Além da esposa, ele deixa três filhos, João, Marcelo e Felipe.
A viagem tinha o objetivo de visitar lugares que dialogavam com o cinema, outro interesse do escritor. Era inspirado pelo neorrealismo italiano, incluindo Roberto Rossellini, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini e Vittorio De Sica.
Régis Bonvicino foi poeta, crítico e juiz e colaborador do Estadão e Jornal da Tarde. Nascido em São Paulo em 25 de fevereiro de 1955, ele era filho de Alva Flôr Ferreira de Oliveira e de Odayr Rodrigues Bonvicino. Estudou na Escola Nossa Senhora das Graças e no Colégio Santa Cruz e se formou em Direito pelo USP, em 1978. Na literatura, era leitor de Ezra Pound, Álvares de Azevedo, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa, entre outros.
Régis Bonvicino foi poeta, crítico literário, juiz e colaborador de veículos como o Estadão e o Jornal da Tarde. Nascido em São Paulo em 25 de fevereiro de 1955, era filho de Alva Flôr Ferreira de Oliveira e de Odayr Rodrigues Bonvicino. Estudou na Escola Nossa Senhora das Graças e no Colégio Santa Cruz, formando-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1978. Na literatura, mantinha diálogo com autores como Ezra Pound, Álvares de Azevedo, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa, entre outros que influenciaram sua escrita.
“De estar ligado a todas as coisas da cidade, das paisagens às artes plásticas. Sou um anti-Rimbaud. Não me sentia bem e fui construindo uma poesia própria, aprendendo com todos aqueles com os quais não me identificava totalmente”, explicou.
Além de sua atuação no Tribunal de Justiça de São Paulo e como assessor parlamentar durante a Assembleia Constituinte, entre 1987 e 1988, Bonvicino também se destacou como editor. Esteve à frente da revista Poesia em G, nos anos 1970, e do periódico Sibilia, fundado em parceria com o poeta americano Charles Bernstein. Parte de sua obra foi traduzida para línguas como inglês, francês, dinamarquês, espanhol e mandarim, reflexo de seu alcance internacional.
O reconhecimento ao seu trabalho se intensificou com livros que abordam de forma crítica a vida urbana contemporânea. Essa perspectiva está presente em seu último livro, A Nova Utopia, publicado em 2022, composto por 67 poemas que exploram um cenário urbano devastado. A obra também carrega uma dimensão pessoal: alguns versos foram escritos em homenagem à sua filha, Bruna, que morreu em 2018, aos 25 anos. O livro foi finalista do Prêmio Jabuti em 2023, consolidando o legado de Bonvicino na literatura brasileira.
*Com informações do Estadão Conteúdo