O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), foi às redes sociais comemorar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o reforço no policiamento no entorno da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mais cedo, Moraes determinou que até os carros que deixarem a residência do ex-mandatário sejam vistoriados pela Polícia Penal do Distrito Federal.
Em publicação no X, o petista afirma que “o cerco se fecha” contra Bolsonaro. “O ministro Alexandre de Moraes determinou uma medida cautelar inédita contra Bolsonaro: a vistoria em todos os veículos que entrarem e saírem de sua residência. Além disso, haverá vigilância em tempo real também na área externa da casa. Nenhum espaço para manobras“, publicou.
“A decisão atende aos alertas que nós e a PF fizemos sobre o risco concreto de fuga, pontos cegos no monitoramento e até falhas possíveis na tornozeleira eletrônica. A democracia resiste. No dia 2/9 começará o julgamento histórico: pela primeira vez, um militar golpista no banco dos réus. O Brasil verá as provas devastadoras da trama que tentou anular as eleições de 2022 e destruir o Estado Democrático de Direito”, acrescenta o deputado na potagem.
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O cerco se fecha. O ministro Alexandre de Moraes determinou uma medida cautelar inédita contra Bolsonaro: a vistoria em todos os veículos que entrarem e saírem de sua residência. Além disso, haverá vigilância em tempo real também na área externa da casa. Nenhum…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) August 30, 2025
Lindbergh Farias (PT-RJ) é autor de uma série de representações contra Bolsonaro e seus filhos, tendo, inclusive, solicitado a abertura de investigações tanto na Polícia Federal quanto no STF contra a família do ex-presidente. Recentemente, o petista entregou um dossiê à PF com 33 páginas de documentos que, segundo ele, apontam que Eduardo Bolsonaro atuou nos Estados Unidos contra o Supremo e o ministro Alexandre de Moraes.
Com base nesse pedido, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou a instauração de um inquérito, e o ministro Alexandre de Moraes então determinou sua abertura no STF. Nele, o petista pede o bloqueio de contas de Bolsonaro, suspensão das transferências financeiras de Eduardo, além de quebra de sigilos bancário e fiscal.