Brasília está prestes a completar 65 anos, e entre os empreendimentos que marcaram a trajetória da cidade, um se destaca pelas suas tradições e pelo seu papel na vida social e cultural da capital, o Iate Clube de Brasília. Fundado sob a visão ousada de Juscelino Kubitschek, o empreendimento também celebra seu 65º aniversário e abre as comemorações com a Mostra Eclética: 65 Anos de Brasília e do Iate Clube.
Sob a curadoria da artista plástica Cida Carvalho, presidente da Associação Candanga de Artistas Visuais e fundadora da Brasil Mosaico Arte, a Mostra Eclética reúne obras de seis fotógrafos e oito artistas plásticos, que traduzem em arte a diversidade e a evolução da capital ao longo dos anos. A exposição exalta não apenas a arquitetura e a história do centro de lazer, mas também os múltiplos olhares de artistas e fotógrafos sobre a cidade, que se reinventou ao longo das décadas sem perder sua essência visionária.
A curadora busca evidenciar, por meio da mostra, a verdadeira essência da capital, uma jovem senhora que, com dinamismo e elegância, desempenha seu papel político, cultural, econômico e religioso. “Brasília é verdadeiramente um museu a céu aberto, com uma cena cultural latente e crescente. Além disso, a capital está cada vez mais social, com um crescimento exponencial de ações do terceiro setor”, explica Cida Carvalho.
A exposição estará aberta ao público de 3 a 13 de abril, no Iate TV do Iate Clube de Brasília, localizado no Setor de Clubes Norte. Com entrada franca, a exposição poderá ser visitada em dias úteis, das 8h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados no mesmo horário. A mostra reúne o trabalho de seis fotógrafas e nove artistas plásticos, que apresentam diferentes perspectivas sobre a capital e seu clube histórico.
“Fazer parte desta exposição e poder homenagear Brasília e sua história é um grande prazer. Uma cidade que me adotou há 23 anos e me fez sentir mais daqui do que onde eu nasci. Agradeço o convite e a oportunidade de mostrar meu trabalho e poder contar, pelas minhas lentes, uma parte da história de Brasília”, comenta Vini Carvalho, um dos expositores da mostra fotográfica.
Conheça os fotógrafos que vão expor na mostra
Andreia Salles
A jornalista Andreia Salles apresenta, nesta exposição, um registro sensível do trabalho voluntário que realiza no Setor Comercial Sul (SCS). Seu olhar se volta para o projeto Se Essa Rua Fosse Minha, uma iniciativa de um grupo de amigos dedicado a criar laços com a população em situação de rua da região. Com ações fraternas contínuas, o projeto oferece apoio e oportunidades de acolhimento, incluindo tratamento gratuito para dependência química àqueles que expressam o desejo de recomeçar, viabilizado por meio de parcerias.
Ademir Rodrigues
Com mais de 50 anos de carreira, Ademir Rodrigues dedicou-se à fotografia documental e cultural. Trabalhou por 30 anos na Funai, registrando povos indígenas no Brasil e na América do Sul. Também atuou na Fundação Palmares, Radiobrás e órgãos como Ibama e Sudene. Entre 2014 e 2018, fotografou obras do PAC Mobilidade Urbana e da Copa do Mundo. Hoje, foca em arquitetura, artes, esportes e eventos.
Jonas Pimentel
Demonstrando talento para as artes visuais desde a infância, Jonas Pimentel se destacou na Escola de Altas Habilidades e Excelência de Taguatinga, direcionando sua vocação para a fotografia. Participou de 11 exposições e, atualmente, cursa o nono semestre de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília. Versátil, também explora outras técnicas artísticas além da fotografia.
Elianne Loin
Elianne Loin, natural de Brasília, iniciou sua trajetória na fotografia em 1990, registrando eventos sociais e políticos. Com um olhar apurado, considera a cidade um museu a céu aberto, onde a arquitetura e os detalhes urbanos são suas principais fontes de inspiração. Apaixonada por retratos, dedica-se especialmente à fotografia feminina e de famílias, buscando capturar a essência e a história de seus sujeitos.
Vini Carvalho
Vini Carvalho é fotógrafo publicitário e produtor de conteúdo, especializado em criar narrativas visuais que elevam marcas. Combinando arte e estratégia, desenvolve imagens impactantes que encantam e geram resultados. Sua experiência em marketing e sensibilidade artística permitem capturar a essência de cada projeto com excelência técnica. Seja em campanhas ou conteúdos digitais, busca conectar mundos por meio da fotografia. Seu diferencial está em transformar sensações em imagens autênticas que inspiram e vendem.
Rui Faquini
Com 45 anos de carreira, Rui Faquini construiu um vasto acervo com mais de 300 temas, documentando a história e a cultura do Brasil. Testemunha da construção de Brasília, viajou por diversos países para aprimorar sua técnica e ampliar seu olhar artístico. Desde 1969, desenvolve o ensaio Sobre o Voo, iniciado no Japão. Também registrou quilombolas e kalungas em Cavalcante (GO) e se dedica ao projeto Meu Cerrado Zen. Atualmente, segue explorando o Cerrado, o Pantanal e a Amazônia.
Conheça os artistas visuais que vão expor na mostra
Ana Pimentel
Apaixonada por arte desde a juventude, Ana Pimentel teve seu olhar artístico aprimorado durante o período em que viveu em Roma, explorando museus e galerias da Europa. De volta ao Brasil, teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho do renomado artista Siron Franco, quando ele retratou sua família. Essa vivência aprofundou sua conexão com a arte, influenciando sua trajetória no meio artístico.
Donizetti
Artista plástico, arquiteto e professor, Donizetti tem uma trajetória marcada pela intensa participação no cenário artístico. Com uma carreira consolidada, já integrou centenas de exposições no Brasil e no exterior, contribuindo para a valorização da arte e da cultura por meio de seu trabalho.
Dulce do Amaral
Dulce do Amaral encontrou na arte um espaço de ressignificação ao aprofundar seus estudos em Semiótica e Cultura Visual na UFPA. Com influências de diversas expressões artísticas, desenvolve obras em aquarela e arte digital, explorando colagens e a fluidez das formas. Sua produção carrega um forte compromisso com a resistência e a identidade cultural, refletindo narrativas visuais marcantes.
Hugo de Sousa
Descobriu sua paixão pela pintura aos 13 anos, ao ingressar em um programa para crianças com altas habilidades. Reencontrou na vida adulta o desejo de se expressar artisticamente, dedicando-se ao óleo sobre tela. A pintura tornou-se para Hugo um meio inesperado de comunicação, onde tela e pincel se transformam em ferramentas para transmitir emoções e percepções sobre o mundo. Suas obras unem técnicas clássicas e contemporâneas para explorar temas de intensa carga emocional e reflexões sobre as relações humanas.
Teresa Pessoa
Com mais de 20 anos de carreira, Teresa Pessoa se destaca pelo uso da resina epóxi em suas obras. Formada em Artes Plásticas pela FAAP/SP, construiu um caminho de experimentação e troca com grandes artistas. Além da resina, trabalha com madeiras descartadas, respeitando suas formas naturais para criar peças únicas. Também atuou como educadora, deixando sua marca na formação artística de muitos alunos. Sua arte reflete um processo de autodescoberta e expressão genuína.
Sonnia Guerra
Formada em Belas Artes pela UFRJ em 1981, Sonnia Guerra construiu uma trajetória marcada pela expressividade da cor em suas telas abstratas. Sua arte busca a harmonia entre estrutura e emoção, criando composições envolventes. O uso de camadas espessas ou veladas confere profundidade às obras, convidando o espectador a uma experiência sensorial. Tons graduais e variações sutis de saturação reforçam a identidade única de seu trabalho. Sua pintura propõe uma imersão na força e delicadeza da abstração.
Rita Brasil
Com formação em Arte, Pintura, Teoria e Crítica de Arte, Rita Brasil é mestre em Arte e doutora em Comunicação. Desde 1995, participa de exposições no Brasil e no exterior, exibindo suas obras em galerias renomadas. Em 2024, expôs em São Paulo e Rio de Janeiro, consolidando sua presença no circuito artístico. Sua pesquisa explora a Técnica Mista, interligando diferentes práticas e refletindo sobre a fusão entre arte e vida. Suas obras dialogam com o excesso de informações da sociedade contemporânea.
Noélia Lacerda
Baiana radicada em Brasília, Noélia Lacerda é formada em Artes Plásticas pela AEUDF e especializada pela UnB. Sua trajetória une o desenho à Street Art, com obras que valorizam espaços públicos e privados. Aprimorou suas técnicas com mestres como Marco Aurélio e Adauto Pereira. Com exposições no Brasil e no exterior, sua arte expressiva carrega identidade e emoção. Pen Art e murais urbanos são marcas do seu trabalho.
Cida Carvalho
Formada em História da Arte, Cida Carvalho iniciou sua trajetória em Curitiba, especializando-se em pinturas antigas, restauração e mosaico. Radicada em Brasília desde 2002, é proprietária do Estúdio de Mosaico Cida Carvalho, onde projeta e executa mosaicos clássicos e contemporâneos. Habilitada como artista plástica pela Secretaria de Cultura do DF, preside a Associação Candanga de Artistas Visuais (ACAV). Também atua como produtora cultural e CEO do projeto “Olhares do Brasil”, de intercâmbio cultural.