Férias escolares: profissionais do HUB reforçam os cuidados necessários

Pediatra afirma que o período costuma aumentar o número de incidentes

Com a chegada das férias escolares, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), compartilhou orientações sobre alimentação, exposição ao sol e prevenção de acidentes. A pediatra intensivista Thamyres Morato afirma que o período de férias costuma aumentar o número de incidentes específicos, como afogamentos, acidentes com animais peçonhentos, intoxicação alimentar, e acidentes domésticos e de trânsito.

As sugestões da pediatra são a supervisão constante das crianças; garantir que elas estejam usando calçados fechados ao caminhar e evitando mexer em troncos e pedras ao entrar em rios ou mar; escolher locais limpos para que elas comam; manter alimentos refrigerados para consumo e, ao comer fora, evitar alimentos crus ou malcozidos. “Como a capacidade de avaliação de riscos em crianças é limitada e se desenvolve gradualmente ao longo da infância, conforme amadurecem o cérebro e a cognição, elas são mais vulneráveis a acidentes e precisam de adultos atentos para estarem em segurança”, avalia.

A doutora Thamyres destacou a importância de ter um kit de primeiros socorros, tanto em casa quanto durante viagens. “Acidentes domésticos e pequenos imprevistos durante passeios são comuns, e ter um kit à disposição pode tratar situações simples ou estabilizar casos mais sérios, até que seja possível buscar ajuda médica”, recomenda. Os itens indispensáveis para um kit de primeiros socorros são: curativos adesivos (Band-Aid); algodão; antissépticos; medicamentos básicos como analgésico, antitérmico e antialérgico; pomada para assadura e pomada antibiótica; termômetro; e seringa para lavagem nasal.

O pneumologista pediátrico Rodrigo dos Santos Lima faz alerta que no Brasil as diferentes regiões apresentam um período de maior circulação de vírus respiratórios de março a julho. “É uma época com grande número de casos de infecções respiratórias e emergências lotadas. Em julho, por conta das férias escolares, seria esperada uma redução de casos. Mas durante as férias as crianças acabam frequentando aglomerações em outros ambientes, como shoppings, parques, reuniões familiares, festas julhinas, entre outros. Além disso, no DF, é um período de baixas temperaturas e de baixa umidade do ar, o que aumenta o risco de problemas respiratórios”.

De acordo com o pneumologista, os vírus de maior circulação são: o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma importante causa de bronquiolite em crianças de até dois anos de vida; o rinovírus, considerado o principal causador do resfriado em todas as faixas etárias; o Influenza, que é o causador da gripe; e o Sars-CoV-2, que foi responsável pela pandemia de Covid 19. “Lembrando que, para os dois últimos, há vacinas disponíveis gratuitamente no SUS, mas, infelizmente, com baixa adesão da população”.

Alimentação

Para o nutricionista Michel Garcia, do HUB-UnB, afirma que a quebra da rotina pode levar ao consumo excessivo de doces, frituras e alimentos industrializados. “Os pais devem manter uma base de alimentação saudável com frutas, legumes e refeições completas. O equilíbrio é essencial: é possível flexibilizar, mas sem perder o controle”.

Michel sugere manter os horários regulares para as refeições e envolver a criança no preparo dos alimentos como estratégia de educação alimentar. “Quando a criança participa do preparo, ela se envolve mais com escolhas saudáveis e aprende sobre os alimentos de forma divertida”. Ele também reforça a necessidade de intensificar a hidratação.

Cuidados com a pele

A dermatologista Jorgeth Motta, chefe do Serviço de Dermatologia do HUB-UnB, salienta que os principais quadros de saúde que costumam aumentar no DF nesta época do ano são a dermatite atópica e a dermatite de contato. “Julho é um período de seca, frio e ventos em Brasília, ocasionando ressecamento, vermelhidão e irritação nas peles mais sensíveis, finas e suscetíveis as reações, como a dos bebês e crianças”.

Ela também garante que o uso de fotoprotetores nas áreas expostas é indispensável, mesmo em dias nublados. “Lembrando que os bebês só podem usá-los a partir dos seis meses de idade, e que há protetores formulados para a pele infantil, de acordo com a faixa etária”.

Resumo

  • Tenha um kit de primeiros socorros tanto em casa quanto durante viagens;
  • Mantenha a vacinação em dia e evite ambientes fechados com aglomeração;
  • Prefira refeições completas e limite o consumo de alimentos ultraprocessados;
  • Estimule o uso de protetor solar durante atividades ao ar livre, mesmo em dias nublados;
  • Evite exposição à fumaça de cigarro e mantenha os ambientes ventilados;
  • Mantenha o tratamento regular de doenças crônicas, como asma e bronquite.

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Edição 42

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