Os estoques de leite materno no Distrito Federal estão em baixa e a necessidade de doações se torna urgente. Entre o fim e o início do ano, período de férias e feriados, a regularidade das doações diminui, comprometendo o abastecimento dos Bancos de Leite Humano (BLHs). A meta da Secretaria de Saúde (SES-DF) é coletar dois mil litros por mês, mas nos primeiros meses do ano o volume captado foi de apenas 2,7 mil litros, menos de 70% do necessário.
A falta de leite materno impacta diretamente bebês prematuros e aqueles que, por diversos motivos, não podem ser amamentados pelas próprias mães. Esses recém-nascidos dependem da solidariedade de outras mulheres para receber o alimento essencial para seu desenvolvimento e recuperação.
Leite materno salva vidas
A família de Dante, nascido prematuro com 36 semanas e seis dias no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), conhece bem a importância dessa doação. “Ninguém estava preparado para iniciar a amamentação — nem ele, nem eu”, conta a mãe, Marines Gomes, de 25 anos. O banco de leite da unidade foi fundamental para garantir a nutrição adequada ao bebê.
Agora, com Dante ganhando peso e mais forte, Marines decidiu se tornar doadora. “É uma forma de retribuir. O leite de outras mães ajudou meu filho e agora posso ajudar outros bebês”, explica.
Como doar?
Toda mulher saudável, que esteja amamentando e tenha excesso de leite, pode se tornar doadora. A coleta é simples, segura e pode ser realizada em casa com apoio do Corpo de Bombeiros do DF, que faz a coleta domiciliar do leite doado.
Para se cadastrar ou tirar dúvidas sobre amamentação e doação, basta entrar em contato com o Banco de Leite Humano ou Posto de Coleta mais próximo. O cadastro também pode ser feito pelo Disque Saúde 160 (opção 4), pelo site Amamenta Brasília ou pelo Portal Cidadão do DF.
Neste momento crítico, cada doação faz a diferença. Doe leite materno e ajude a salvar vidas.
*Com Agência Brasília