O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segue utilizando as redes sociais para criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira (21), o parlamentar, que estava em licença até este domingo (20), classificou o integrante da Corte como “frouxo, covarde e tirano de beira de estrada”.
A publicação é uma resposta ao recente despacho de Moraes, que defendeu, ainda no sábado (19), que Eduardo intensificou a prática de condutas ilícitas depois que medidas cautelares foram impostas contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na ocasião, o ministro do STF pediu à Polícia Federal que juntasse aos autos as postagens e entrevistas feitas pelo deputado logo após tomar conhecimento da operação contra o pai. Para Moraes, Eduardo “intensificou as condutas ilícitas objeto desta investigação, por meio de diversas postagens e ataques”.
“Talvez você não tenha percebido, mas Moraes enxergou em 3 recentes posts meus ataques à democracia. Ele os inseridos na investigação contra mim, deputado federal gozador de imunidade parlamentar, que ele próprio Moraes abriu – lembrando que ele disse ‘temos que pegar o Eduardo Bolsonaro’. Ou seja, é juiz, acusador e investigador”, publicou o deputado.
Eduardo ainda desafia Moraes a inserir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas investigações que o tem como alvo, além do ex-presidente.
“Todos os fatos têm relação com o governo dos EUA, mas o Donald Trump ele não tem coragem de inserir nestas investigações, portanto qualquer um pode concluir que Moraes é frouxo e covarde. É contra este tirano de beira de estrada que estou lutando”.
Veja a publicação:
Talvez você não tenha percebido, mas Moraes enxergou em 3 recentes posts meus ataques à democracia.
Ele os inseridos na investigação contra mim, deputado federal gozador de imunidade parlamentar, que ele próprio Moraes abriu – lembrando que ele disse “temos que pegar o Eduardo… pic.twitter.com/VCB23hJ9Aw
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 21, 2025
Licença expirada
A licença parlamentar de Eduardo terminou no domingo e, por regra da Câmara dos Deputados, não poderá ser renovada. O afastamento, que começou em março, tinha duração máxima de 120 dias, sem possibilidade de prorrogação.
Com isso, o deputado federal teve o mandato automaticamente reativado a partir desta segunda, sem necessidade de comunicação formal à Casa. Apesar da retomada do mandato, Eduardo não precisará, de imediato, marcar presença nas sessões plenárias. Isso porque o Congresso Nacional está em recesso até 4 de agosto.
Após essa data, contudo, a ausência passará a ser contabilizada como falta. Pelo regimento interno da Câmara, um parlamentar que faltar a mais de um terço das sessões deliberativas pode ter o mandato declarado vago pela Mesa Diretora.
Caso decida não retornar ao Brasil, Eduardo corre o risco de perder o mandato por excesso de faltas. Outra opção seria apresentar uma carta de renúncia, o que também oficializaria a perda do cargo. Se o deputado não voltar nem renunciar, o suplente José Olímpio (PL-SP) poderá ser efetivado na cadeira.