Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal esteve na Câmara dos Deputados durante uma visita, nesta terça-feira (4), e chamou a atenção ao utilizar um broche exclusivo de deputados em sua lapela, o que pode configurar crime de falsidade ideológica, segundo a Polícia Legislativa.
O influencer não foi eleito e, por isso, não poderia usar o adereço que identifica os parlamentares em mandato. A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
O broche é usado apenas por parlamentares eleitos oficialmente para que tenham acesso a setores do Congresso Nacional, aqueles que visitantes não podem entrar.
Ao ser abordado por um cidadão, Marçal afirmou ter recebido o broche de um deputado e demonstrou desconhecer que seu uso seria proibido. Questionado sobre as regras, ressaltou à reportagem:
“Ganhei de um deputado. Qual é o regimento?”.
Marçal tentou ser eleito, mas teve a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral após reclamações de adversários.
A ação contra Marçal foi aberta pela Federação Brasil da Esperança e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP), o qual acabou assumindo a vaga do influencer na Câmara.
Procurada, a Polícia Legislativa informou que Marçal retirou o broche após ser abordado, mas o coach não revelou qual deputado teria fornecido o adereço. A defesa do influencer não se posicionou oficialmente até a publicação da reportagem.
Durante sua visita à Câmara, Marçal esteve em gabinetes de lideranças partidárias, incluindo o do partido União Brasil, que promete apoiar a reeleição do atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
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