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DF já registra 350 órfãos do feminicídio, revela secretária da Mulher

Ao GPS|Brasília, Giselle Ferreira afirmou que 83 crianças foram beneficiadas pelo programa do GDF
Secretária da Mulher, Giselle Ferreira
Secretária da Mulher, Giselle Ferreira | Foto: Reprodução/Alquimia Vídeos

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A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, afirmou que pelo menos 350 pessoas perderam as mães após o feminicídio no Distrito Federal. Embora o número seja relevante, o Governo do Distrito Federal (GDF) ainda não conseguiu identificar e acolher todos os órfãos desse crime, muitas vezes porque a idade ou a desinformação impedem as vítimas de buscarem apoio das autoridades. 

Ao todo, 83 crianças, atualmente, foram beneficiadas com o recente programa local que garante um salário mínimo para cada menor de idade que passou pelo crime dentro de casa e que esteja em situação de vulnerabilidade. 

“É por isso que a informação é muito importante para que todos tenham o direito do programa criado pelo governador Ibaneis e a vice Celina Leão”, disse. 

Em entrevista exclusiva ao GPS|Brasília, por ocasião do Mês Internacional da Mulher, a secretária ressaltou a relevância de abordar pautas diversas relacionadas às mulheres, além de enfatizar a necessidade de informação e ação integrada para combater a violência de gênero.

“Estamos abrindo espaço para discutir diversas questões relacionadas à mulher. Identificamos que a violência é um tema recorrente, refletindo a realidade de um país machista e misógino. Precisamos combater essa violência, mas também é fundamental abordar outras questões importantes para as mulheres”, destacou Ferreira.

Só para se ter ideia, o feminicídio foi o crime que mais aumentou no ano passado. Em 2022, para exemplificar, foram contabilizados 17 casos e, em 2023, 34 feminicídios ocorreram no Distrito Federal. Já as tentativas de feminicídio tiveram um aumento de 110% – o número passou de 37 para 78.

Por isso, a secretária ressaltou a importância de fornecer informações sobre os direitos das mulheres e os recursos disponíveis para ajudá-las. “É essencial que as mulheres saibam quais são seus direitos, onde encontrar apoio e como denunciar casos de violência. Devemos ampliar o acesso à informação e aos serviços disponíveis”, enfatizou.

Ferreira também abordou a necessidade de enfrentar o silêncio, que muitas vezes envolve a violência doméstica.

“Devemos estar atentos aos sinais de violência, desde piadas machistas até agressões físicas. Não podemos dar segundas chances quando se trata de violência. É importante oferecer apoio e alternativas para as mulheres que enfrentam essa situação”, ressaltou.

Veja o vídeo completo:

Histórico criminal

A questão da impunidade também foi destacada durante a entrevista sobre o Mês da Mulher. “É preocupante que muitos agressores já tenham histórico criminal. Devemos repensar a forma como esses crimes são noticiados pela imprensa, buscando não glorificar os agressores. Além disso, medidas como a proteção às vítimas têm se mostrado eficazes e devem ser fortalecidas”, explicou a secretária.

Além de abordar a violência de gênero, a integrante do primeiro escalão do governador Ibaneis Rocha (MDB) garantiu estar promovendo diversas ações positivas em prol das mulheres.

“Unificamos o calendário do Distrito Federal para realizar mais de 200 atividades em diversas áreas, como saúde, empregabilidade e atendimento jurídico. Estamos levando serviços diretamente às mulheres em várias regiões, buscando promover mais autonomia e bem-estar”, disse Ferreira.

Giselle ressaltou o compromisso do governo local com a valorização e o respeito às mulheres. “Temos mulheres ocupando posições importantes em várias áreas do governo, como as principais secretarias e, ainda, os comandos da PMDF e do CBMDF, o que serve de exemplo e incentivo para outras meninas. No entanto, ainda enfrentamos desafios, e é fundamental que toda a sociedade esteja reunida nessas pautas”, concluiu.

Ao final da entrevista, Giselle Ferreira reiterou a importância de continuar lutando pelos direitos das mulheres e pelo fim da violência de gênero. “Não podemos aceitar a violência como algo natural. Devemos nos unir e trabalhar juntos para construir uma sociedade mais justa e igualitária para todas as mulheres”, reafirmou.

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