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Deputados pedem explicações sobre monitoramento na gestão Bolsonaro

Segundo Fernanda Malchionna considerou "gravíssimas" a ação ilegal de ex-secretário
Câmara dos Deputados e espelho d'água |Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
Congresso Nacional, em Brasília | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

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Nesta segunda-feira (21), os deputados federais Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Glauber Braga (PSol-RJ), protocolaram requerimento exigindo que Paulo Maurício Fortunato Pinto, ex-secretário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), preste esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

O requerimento foi motivado pelas investigações conduzidas pela Polícia Federal, que resultaram no afastamento de Fortunato do cargo de secretário da Abin, relacionado ao uso da ferramenta “FirstMile”. A operação, realizada no dia 20 de outubro, teve como objetivo apurar o uso desta ferramenta por servidores da Abin para monitorar ilegalmente telefones celulares durante a gestão de Alexandre Ramagem, atual Deputado Federal, enquanto ele ocupava o cargo de diretor-geral da Agência no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Durante a operação da Polícia Federal, foram encontrados US$ 171 mil em espécie na residência de Fortunato, o que levou ao seu afastamento imediato da agência. 

Fernanda Melchionna enfatizou a gravidade das alegações e a importância de esclarecimentos perante o Congresso Nacional. “É gravíssima não só a ilegal invasão de privacidade, mas a possibilidade de perseguição de opositores políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, com mecanismos antidemocráticos que remontam aos métodos utilizados durante a ditadura. Tendo em vista o provável envolvimento de Fortunato no operativo, queremos que ele venha se explicar na Câmara”, afirmou a deputada.