Como o metabolismo e terceira idade: saiba como envelhecer com mais saúde

Com o passar dos anos, o metabolismo costuma ficar mais lento e pode impactar na qualidade de vida

Com a chegada da terceira idade, o corpo passa a queimar menos calorias em repouso, a massa muscular diminui, e o acúmulo de gordura se torna mais fácil. Embora silenciosa, essa mudança vai muito além do espelho e impacta diretamente a qualidade de vida dos idosos, tanto na disposição física, no risco de doenças e até a autonomia do idoso.

A desaceleração do metabolismo é uma consequência natural do envelhecimento, mas traz implicações importantes para a rotina e o bem-estar.

“Leva a maior dificuldade na perda de peso, fadiga e menor disposição física, impactando a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias básicas, além de aumentar o risco de quedas e pode agravar outras doenças e a diminuição da funcionalidade geral do corpo”, explica a geriatra Priscilla Mussi.

De acordo com a endócrinologista Jacy Alves, com a idade, o corpo tende a perder músculos e a ganhar gordura, principalmente na barriga.

Como o músculo gasta mais energia que a gordura, o organismo passa a queimar menos calorias em repouso. Além disso, a digestão fica um pouco mais lenta, a sensibilidade à insulina pode diminuir e hormônios que influenciam fome, saciedade e força (como estrogênio e testosterona) também mudam”, diz.

Mesmo sem mudar a alimentação, muitos idosos percebem que estão ganhando peso. Isso acontece porque o corpo já não responde da mesma forma à ingestão de calorias. “Exatamente pela lentificação do organismo o idoso tende a ganhar peso. Além disso, tem uma diminuição natural pelo envelhecimento da massa muscular, ou seja, até o biotipo do corpo muda”, diz a geriatra.

Mussi destaca que tanto o ganho de gordura quanto a perda de massa muscular são motivos de preocupação — especialmente quando ocorrem ao mesmo tempo, em um quadro chamado obesidade sarcopênica.

A pessoa tem tanta gordura e praticamente nada de massa muscular, e isso resulta em inúmeras complicações, por exemplo: piora da capacidade pulmonar, piora da função cardíaca, piora da função do intestino, além de diabetes e pressão descontrolada.

Exercícios

O movimento é um grande aliado do metabolismo. A prática de atividades físicas, tanto aeróbicas quanto de resistência, pode reverter parte da lentidão metabólica típica da idade.

A prática de exercício físico ajuda muito. Ela faz com que o metabolismo tenha um aumento de velocidade e assim você mantenha a juventude por mais tempo do organismo”, recomenda a geriatra.

Além dos exercícios, outros pilares do estilo de vida saudável influenciam diretamente o equilíbrio metabólico. Alimentação balanceada, sono de qualidade e controle emocional fazem toda a diferença. “Alimentação saudável, evitando assim açúcar, gordura, e ter um sono de qualidade em média de sete a oito horas por dia.”

Doenças

A desaceleração do metabolismo favorece o acúmulo de gordura visceral — aquela que se aloja entre os órgãos internos — e pode desencadear doenças metabólicas sérias. A energia em baixa também afeta a disposição e o envelhecimento celular.

O aumento da gordura abdominal e a redução da sensibilidade à insulina elevam a chance de diabetes tipo 2, hipertensão, alterações de colesterol e doenças cardiovasculares. Cuidar do músculo, movimentar-se diariamente e manter uma alimentação equilibrada ajuda a reduzir esse risco“, explica Jacy Alves.

Embora os homens, em geral, tenham mais massa muscular durante a juventude, essa diferença diminui significativamente com o passar do tempo. Na terceira idade, o que realmente importa é a capacidade de preservar os músculos, independente do sexo.

Manter o metabolismo ativo na velhice requer disciplina, acompanhamento médico e um estilo de vida saudável. A geriatra lista os pilares para alcançar esse equilíbrio.

Além da alimentação saudável, atividade física aeróbica e de resistência e um sono de qualidade, controle de estresse faz com que a gente consiga manter o metabolismo mais acelerado. Quando a gente está estressado cronicamente, o nosso organismo gasta tanto tempo tentando sobreviver que é como se ele se gastasse mais.”

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Edição 42

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