O Ministério Público da Espanha anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal contra a decisão que absolveu Daniel Alves da acusação de agressão sexual contra uma jovem de 23 anos, ocorrida em uma casa noturna em Barcelona. A decisão favorável ao jogador foi tomada pelo Tribunal de Justiça da Catalunha, que entendeu haver “insuficiência de provas” e considerou o testemunho da vítima “não confiável”. Alves havia sido inicialmente condenado a quatro anos e seis meses de prisão, mas sempre negou as acusações.
Em janeiro de 2023, Daniel Alves foi preso preventivamente e, em fevereiro de 2024, foi condenado pelo Tribunal Provincial de Barcelona. No entanto, ele estava em liberdade condicional após pagar uma multa de 1 milhão de euros. A decisão do Tribunal de Justiça da Catalunha anulou outros dois recursos que pediam aumento da pena, com a promotoria defendendo nove anos de prisão e os representantes da vítima solicitando 12 anos. A absolvição gerou protestos de grupos feministas e ativistas dos direitos das mulheres.
A decisão também gerou críticas de figuras políticas, como a vice-presidente María Jesús Montero, que classificou o julgamento como um retrocesso na luta contra a violência de gênero. Enquanto isso, Daniel Alves permanece sem clube desde que teve seu contrato rescindido com o Pumas, do México, em 2023. O time mexicano busca uma indenização, enquanto os advogados do jogador devem processar o clube.