Roberto Burle Marx (1909-1994) foi um dos artistas plásticos brasileiros com maior reconhecimento internacional. E esse sucesso se deve à sua trajetória incontornável no paisagismo, mas também na pintura. “Toda sua carreira gira em torno dessa dualidade, que não representa uma oposição. Muito ao contrário, paisagismo e pintura são linguagens que se fecundam mutuamente em seu imaginário, criando uma poética extremamente singular, e que não tem par no mundo”, relata o curador Guilherme Wisnik da mostra Botânico Pictórico, que teve sua abertura marcada por um coquetel para convidados na última semana, dia 22, na Casa Albuquerque, em mais uma parceria com a Almeida & Dale Galeria de Arte, de São Paulo.


Com aproximadamente 40 obras, essa é uma das exposições mais aguardadas do ano, por reunir tantos trabalhos desse paisagista, pintor, desenhista, designer, escultor e cantor. Inclusive, para quem não sabe, o multiartista foi responsável por introduzir o paisagismo modernista no Brasil. “Expressivo e orgânico, seu gestual criou um imaginário que saltou das telas para o mundo real nos jardins e pisos que construiu em diversas cidades do Brasil e do exterior”, descreve Wisnik no texto da parede da exposição, que conta ainda com projetos de Burle-Marx (construídos e não construídos) feitos para Brasília, sempre em diálogo com o bioma do cerrado.
Entre saborosos finger foods preparados pelo Mangê Buffet – que foram acompanhados de vinho, espumante e Whisky, cerca de 60 convidados marcaram presença para conferir, em primeira-mão, a mostra recheada pelos contrastes de texturas e grandes manchas de cor chapadas que estruturam os jardins pictóricos criados por Burle Marx e agora estão expostos em forma de obras distribuídas pela Casa Albuquerque.


“Sua arte emana potência. Uma potência lírica, que atravessa várias linguagens e suportes, espelhando uma concepção fecunda de natureza: um ecossistema fértil, aberto e dinâmico, com o qual deveríamos viver em harmonia, e não o exaurindo de forma predatória”, completou o curador Guilherme Wisnik, que destacou ainda o caráter político das obras, como “um chamamento para que assumamos posturas mais responsáveis diante dos recursos do planeta, e do excesso de consumo que sustenta a nossa sociedade”.
Confira mais cliques do público presente ao vernissage de inauguração da mostra Botânico Pictórico pelas lentes de Wey Alves:

















**Serviço
Burle Marx: Botânico Pictórico**
Casa Albuquerque (www.galeriaca.com | @casa_albuquerque)
SHIS QI 05 bl. C lj. 09 – sobreloja – CL | Lago Sul – Brasília | (61) 99885 1030
23 de setembro a 29 de outubro
Segunda a sexta-feira: 10h às 19h
Sábado: 10 às 13 hs
Visitas mediadas – grupos de até 10 pessoas toda quinta-feira, às 17 horas / agendamento pelo telefone 61 99885-1030.
Entrada franca