O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) que pretende “mostrar a cara” de quem está no crime organizado. A declaração do petista foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia.
Na ocasião, Lula comentava a megaoperação realizada pela Polícia Federal na quinta-feira (28), que desfez um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, liderado pelo PCC. Ao todo, 1.400 agentes participaram da ação policial, que mirou 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas de oito estados. Do total de mandados cumpridos, 42 foram na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da País.
O petista afirmou que trata o combate ao crime organizado como uma prioridade da agenda política de seu governo e provocou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A gente vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado neste País e o ex-presidente [Jair Bolsonaro] que tome cuidado”, disse.
Ainda durante a entrevista, Lula comentou sobre o endurecimento da fiscalização das fintechs, igualando a fiscalização as instituições de pagamentos a bancos. “Agora, vamos colocar as fintechs com uma apuração mais rígida, porque nós descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado” , justificou Lula.
A norma regulando a fiscalização das fintechs foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29) e prevê que a Receita Federal volte a exigir das empresas a entrega da declaração e-Financeira, documento que reúne movimentações de alto valor.
Com a mudança, as fintechs, startups do setor financeiro, terão de fornecer ao Fisco os mesmos dados que bancos e demais instituições. Em janeiro, após a disseminação de fake news sobre suposta taxação do Pix, a Receita havia revogado a norma que tratava do envio de informações sobre transferências instantâneas. Na prática, isso enfraqueceu a fiscalização e, segundo o órgão, beneficiou o crime organizado.