O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (25), que não teria indicado o ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União-PR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque ele não teria aprovação garantida na sabatina do Senado Federal. O cargo era cobiçado por Moro quando se aliou ao então candidato ao Palácio do Planalto.
Durante entrevista ao jornalista Léo Dias, Bolsonaro relembrou o afastamento do ex-ministro da Justiça e destacou que a escolha dos ministros do STF passa por uma análise política, e não técnica.
“A sabatina política é a regra do jogo. Lá atrás, o Moro queria ir para o Supremo, eu até falava para ele no começo, mas depois nos afastamos. Eu disse: ‘Moro, você não passa na sabatina’. A sabatina é política“, declarou.
O ex-presidente ressaltou ainda que preferiu indicar nomes como Kássio Nunes Marques e André Mendonça, que, segundo ele, teriam mais facilidade para aprovação.
Bolsonaro também mencionou que, caso tivesse sido reeleito, poderia indicar mais quatro ministros ao STF.
“Quem for eleito no ano que vem terá três vagas no Supremo. Isso muda completamente o cenário“, afirmou.
Durante a conversa, Bolsonaro apontou Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes como “protagonistas” do STF, pelo desempenho dentro da Suprema Corte, mas afirmou que mantém conversas com pelo menos quatro magistrados da instância, apesar de não revelar quais seriam.