Alckmin: governo considera pedir prorrogação de prazo para tarifaço

Vice-presidente afirma que objetivo é ter mais tempo para negociar as taxas com os EUA

Em reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, representantes do empresariado solicitaram que o governo brasileiro não retalie os Estados Unidos com as ameaças de tarifas de 50% de Donald Trump. Após o encontro, Alckmin ventilou a possibilidade de solicitar ao governo americano mais tempo, a fim de encontrar uma solução para o impasse.

Além de Alckmin, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Planejamento, Simone Tebet; e da Casa Civil, Rui Costa, também estiveram presentes. As empresas foram representadas por 18 pessoas, entre dirigentes de associações e executivos.

O vice-presidente lembrou que o mencionamento de Jair Bolsonaro por Trump ser um dos motivos da tarifa violam a integridade dos Poderes.

“Primeiramente, separar questões de natureza jurídica, como diz (o filósofo francês) Montesquieu, a separação dos Poderes é pedra fundamental do Estado de Direito. O governo não tem ação sobre outro Poder. E, em relação à questão das tarifas, trabalharmos para revertê-las. Elas são absolutamente inadequadas”, destacou Alckmin na abertura da reunião.

Durante a reunião, o vice-presidente destacou que entre os dez produtos americanos mais importados, oito entram no país com alíquota zero. Além disso, destacou que o Brasil registra déficit comercial com os EUA.

Segundo o veículo de comunicação Veja, Alckmin afirmou que o governo está preparando uma carta para os americanos, atendendo a solicitação dos empresários, pedindo prorrogação do prazo as negociações e o consequente adiamento do início da aplicação da sobretaxa. “Nós queremos resolver o problema e o mais rápido possível. Se houver necessidade de mais prazo, vamos trabalhar nesse sentido”, afirmou o vice-presidente.

Confira a lista dos afetados pelo tarifaço:

  • Brasil: 50%
  • Laos: 40%
  • Myanmar: 40%
  • Camboja: 36%
  • Tailândia: 36%
  • Bangladesh: 35%
  • Sérvia: 35%
  • Indonésia: 32%
  • África do Sul: 30%
  • Argélia: 30%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Iraque: 30%
  • Líbia: 30%
  • México: 30%
  • União Europeia: 30%
  • Sri Lanka: 30%
  • Brunei: 25%
  • Cazaquistão: 25%
  • Coreia do Sul: 25%
  • Japão: 25%
  • Malásia: 25%
  • Moldávia: 25%
  • Tunísia: 25%
  • Filipinas: 20%

*Todas as tarifas entram em vigor a partir de 1º de agosto.

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Edição 42

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