Construído na década de 1960 e inaugurado em março de 1985 para ser o **primeiro museu de arte da nova capital do País**, o **MAB** ficou fechado por 14 anos e, em 2021, foi finalmente reaberto. Um dos equipamentos culturais de Brasília sob gestão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), ele hoje recebe uma média de 2,5 mil visitantes por mês.
O **acervo** do museu é formado por cerca de 1400 peças, entre **quadros, esculturas, mobiliários** e outros tantos **objetos** carregados de conceitos, significados e preciosos **valores estéticos**. E essas coleções estão, continuamente, sendo atualizadas e construídas. Agora, o **MAB** ganhou novas **obras**, como um uma gravura a cores de Anna Letycia, feita em 1970; um retrato produzido em grafite sobre papel por Di Cavalcanti, em 1943; outra gravura em preto e branco, de Djanira, produzida em 1968 e uma icônica calcogravura de Portinari, datada de 1949.
>“O acervo do MAB é um dos mais importantes em artes visuais da cidade, mas tinha várias lacunas que precisavam ser preenchidas. E isso tem acontecido de três formas: por doações, por transferência de outros setores da Secec e por contrapartidas pelo uso do MAB ou da Concha Acústica”, explica o gerente do espaço, Marcelo Jorge.

As **doações**, em geral, são feitas pelos próprios artistas ou por colecionadores, interessados em ter a peça **musealizada** – já que isso impacta tanto no valor de mercado quanto na divulgação daquela obra ou autor. A outra maneira é por **transferência** de peças dentro da própria **Secec**, que possui, nos diversos espaços culturais sob sua gestão, um variado acervo de arte.
No caso das obras que acabam de ser **adquiridas**, no entanto, a conquista se deu por contrapartida pelo uso da **Concha Acústica**, que é um desses equipamentos geridos pela Secretaria e vinculado ao MAB. A vantagem dessa opção, segundo Marcelo, é que, assim, o museu pode escolher as obras de que precisa, traçando uma melhor **estratégia** para preencher as lacunas do acervo.