Em meados de 1960 Brasília era construída por homens e, também, **mulheres**. Nas décadas seguintes, elas continuaram a contribuir para que a Capital se tornasse a **moderna cidade** que é hoje. Apesar disso, muitas vezes o **papel feminino no desenvolvimento do Distrito Federal** é apagado. Pensando nisso, a exposição **_Memórias Femininas da construção de Brasília – O caminho de uma pioneira alemã para Brasília_** foi aberta ontem, 08, na Faculdade de Educação da **Universidade de Brasília (UnB)**.

O trabalho é uma celebração da **força da mulher** nos primórdios de Brasília, quando muitas **brasileiras e estrangeiras migraram** para a região inexplorada do Planalto Central. A trajetória de uma dessas destemidas mulheres foi homenageada pela exposição. A condecorada foi a alemã/candanga **D Gerda Grumpch**, de 91 anos, que prestigiou a cerimônia de abertura. Quando criança, ela deixou o país onde nasceu por razão da guerra e, em 1957, saiu do Rio de Janeiro com o marido para viver na Cidade Livre, hoje **Núcleo Bandeirante**.

**Tânia Fontenele**, que é Doutora em História Cultural, Memórias e Identidades pela UnB e pela Universidade de Montreal, evidencia a importância de se falar sobre o **papel da mulher no surgimento da nova capital**. Ela é autora do filme documentário **_Poeira & Batom_**, que resgata a memória de 50 **pioneiras brasilienses**. O material foi exibido após o coquetel que celebrou a abertura da exposição, que conta com objetos, fotos e peças de vestuários raras. Fontenele ressalta que as candangas atuaram em várias áreas da cidades como _“professoras, lavadeiras, cozinheiras, desenhistas de mapas, atuaram nos setores administrativos”_, explica.

**Confira mais fotos da inauguração pelas lentes de JP Rodrigues:**














