O Sindicato dos Bancários de Brasília irá notificar o Banco Santander por supostas práticas de precarização do atendimento e desrespeito aos consumidores no Distrito Federal e em todo o País. A iniciativa conta com o apoio do deputado distrital Chico Vigilante (PT) e da federal Érika Kokay (PT), que assinarão o expediente protocolado junto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Segundo o parlamentar, que esteve reunido nesta segunda-feira (21) com a entidade e a Senacon, a medida ocorre após o fechamento de 16 agências do banco no DF desde 2020. Ele acusa a instituição financeira da terceirização de serviços essenciais para empresas do mesmo grupo, com CNPJs paralelos.
Vigilante também denuncia o descaso do Santander com a proteção de dados pessoais dos clientes. “O Brasil não é colônia. Santander, respeite nossas leis. Quem lucra aqui, tem que cumprir regras aqui”, afirmou Chico Vigilante ao GPS|Brasília.
A reportagem tenta contato com a instituição financeira para obter posicionamento sobre o caso.
Fiscalização contábil
Recentemente, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região protocolou um pedido de fiscalização das contas do Santander na Comissão de Valores Mobiliários.
Na representação, a entidade paulista pede a instalação de procedimento administrativo para apurar possíveis infrações às normas contábeis e informacionais supostamente praticadas pelo banco nas demonstrações financeiras consolidadas. Na oportunidade, o sindicato reivindicou ao colegiado a aplicação de penalidades cabíveis previstas na legislação em caso de constatação de irregularidades.
A entidade argumenta que análise técnica do Dieese na Contra indicou “alterações relevantes na estrutura contábil e nos passivos do banco, especialmente nos que se referem à consolidação das demonstrações envolvendo o Banesprev (fundo de pensão dos funcionários do antigo Banespa)”.