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10 semanas para o Enem 2025: o que ainda dá tempo de fazer nesse período?

Professores dão dicas de como aproveitar os últimos meses antes do exame

Em 2025, o Enem ocorrerá nos dias 9 e 16 de novembro. Com pouco mais de dois meses para o dia dos exames, muitos querem saber: o que ainda dá tempo de fazer nesse período? Faltando exatamente 73 dias para uma das provas mais aguardadas pelos brasileiros, professores de cursinhos pré-vestibular de Brasília deram dicas para aqueles que vão fazer as provas e não sabem como aproveitar as últimas semanas que antecedem o grande dia. 

Para a professora Paula Monteiro, é essencial montar uma estratégia e um cronograma de estudos especializado. “Entenda os seus erros e, a partir deles, crie um planejamento para conseguir aproveitar ao máximo, pois não dá tempo de estudar tudo”, ressalta. “Não só veja o erro e procure resolução, mas reestude a matéria de forma aprofundada e só depois corra atrás de exercícios. Aí sim, foque em repetição e use provas antigas”, sugere.

Ela explica, ainda, sobre a importância de fazer as provas antigas do Enem. “O candidato tem que sempre prestar atenção no fator tempo. Não adianta fazer dez questões em uma hora, pois o tempo médio por questão deve ser de três minutos”, afirma. “Muito cuidado também com o tempo que se gasta na redação. Treine com cronômetro na hora de fazer questões e na hora de escrever a redação, que deve levar uma hora ou, no máximo, 1h30”, frisa.

Já o professor Bravin sugere que o candidato, nas semanas que antecedem a prova, identifique quais são os conteúdos mais relevantes e recorrentes do Enem. A dica é fazer uma tabela com esses conteúdos e organizar o estudo desses tópicos ao longo da semana, considerando quanto tempo ainda faltam para cada prova.

É importante que todos eles tenham sido revistos até uma semana antes do exame. Essa tabulação objetiva o que é necessário estudar e dá ao aluno tranquilidade de acompanhar, semana a semana, o que já foi feito e o que ainda precisa ser revisto”, afirma. “Seria interessante também revisar exercícios já resolvidos de cada conteúdo, além de selecionar alguns exercícios novos dos conteúdos de maior recorrência”, detalha.

Para ele, caso o conteúdo seja de grande relevância e o aluno não o domine bem, é essencial que ele seja estudado. Porém, se a recorrência e a relevância de um tema seja pequena, só estude se houver tempo disponível. “Na falta de tempo, é mais importante estudar e revisar aquilo que é de grande recorrência e relevância do que passar horas tentando entender um conteúdo cuja recorrência tem se mostrado baixa nos últimos anos”, destaca.

Estratégias de estudo para o Enem

Uma estratégia sugerida por Bravin é estudar o assunto de duas provas do Enem por dia, alternando entre os conteúdos de uma prova do primeiro dia com os do segundo dia. Por exemplo: estude Matemática e Humanidades em um dia, e reveze com Ciências da Natureza e Linguagem no dia seguinte. “Dentro de um mesmo dia, isso muda as habilidades mentais do aluno e não o cansa tanto”, afirma. 

“Esse funcionamento torna o estudo dinâmico e mais variado, auxiliando na compreensão e retenção do conteúdo. Estudar apenas os conteúdos de uma prova do Enem ao longo de um dia inteiro pode tornar-se cansativo e entediante”, acredita.

O professor revela, ainda, que existem inúmeras técnicas encontradas na internet que o estudante pode seguir, mas é importante também que ele compreenda que múltiplas técnicas podem funcionar melhor do que apenas uma. “Assim, ele pode criar resumos, fichamentos, mapas mentais, utilizar músicas, criar poemas e mesclar várias dessas opções para reter com mais facilidade aquilo que precisa necessariamente ser memorizado”, explica. É importante, no entanto, entender que o Enem trabalha mais a aplicação efetiva dos conteúdos em situações-problema do que apenas a memorização propriamente dita. Então deve-se ficar atento ao que realmente é preciso memorizar”, alerta.

Ele também entende como essencial a resolução de provas anteriores do exame e de simulados, que dão ao aluno uma visão prévia de quais são os principais conteúdos abordados e como eles são cobrados. “É como realizar um contato prévio com quem nunca se viu, antes de encontrá-lo pessoalmente. Isso tranquiliza e dá segurança de que o Enem não é um bicho de sete cabeças”, observa.

Outro alerta importante é o tempo de prova. “Lembre-se de simular o tempo de resolução de cada prova, bem como o comportamento que se terá no dia. Teste se o intervalo para ir ao banheiro e tomar uma água está adequado dentro de um dia de simulado, para que no dia da prova, esse modelo, testado e aprovado, possa ser usado sem culpas ou medos”, orienta.

E apesar de todo o foco nos estudos, os momentos de lazer e descanso não devem ser esquecidos. O professor revela que esses períodos são imprescindíveis para a boa retenção do conteúdo aprendido, além de facilitar o estudo por mais tempo. Portanto, planeje intervalos regulares e pequenos, entre dez e 15 minutos, a cada hora ou a cada hora e meia de estudos. Intervalos maiores devem ser tirados após dois blocos de estudos, que levam em média três horas. 

É importante também que, ao final de um dia de estudos, uma atividade prazerosa e mais duradoura seja feita, como forma de premiar o corpo por um dia de trabalho e informar ao organismo que ele será reconhecido pelo esforço investido”, salienta. “Estabelecer metas e ações realmente factíveis ajuda a controlar a ansiedade, manter a concentração e reforça a percepção de que se é capaz. Assim, cuidado para não definir objetivos inalcançáveis que só contribuirão para aumentar a ansiedade e o estresse”, aconselha.

Outra dica é começar a estudar por conteúdos que se tem mais prazer e facilidade. “Cuidado, no entanto, para não ficar estudando só aquilo que é fácil e que se domina”, alerta Bravin. “Lembre-se que um estresse controlado é um elemento importante para se evoluir. Não dê passos largos demais, pois não serão vencidos, nem curtos demais, pois não se vence um caminho com passos curtos. O segredo é o equilíbrio entre a zona de conforto e um desafio adequado”, afirma.

Ele ressalta, ainda, que um dos maiores erros que percebe nos candidatos é a procrastinação ao longo da preparação para o exame. “Nas semanas que antecedem a prova, tomados de culpa, os estudantes tentam fazer tudo o que não fizeram ao longo do tempo de preparação de maneira desesperada. Como não conseguirão realizar tudo o que haviam planejado, desenvolvem uma ansiedade enorme que se torna paralisante. O mais importante é distribuir o trabalho ao longo de um período e cumprir com aquilo que foi planejado”, garante.

Por fim, deve-se ficar atento às redes sociais e aos famosos “gurus da internet”. “Vejo alunos bem-preparados que, influenciados por redes sociais e gurus de internet, resolvem aplicar fórmulas miraculosas de estudo e revisão nos dias que antecedem o Enem, mudando completamente sua rotina que já estava estabelecida e que o ajudaria a chegar bem ao dia da prova”, conta

“A internet e seus influenciadores são muito poderosos, com respaldos que muitas vezes não são verdadeiros. Assim, planeje seus estudos e siga o seu planejamento. Evite mudar tudo de última hora e confie no seu treinamento e nos professores que realmente contribuíram para o seu crescimento ao longo de toda a sua preparação. Lembre-se: o sucesso está muito mais ligado ao esforço e à dedicação do que ao talento”, conclui.

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Edição 42

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