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COLABORADOR Pedro Lira   
|   10/01/2018 12:22 ( atualizada 10/01/2018 12:22)   
FOTO Cortesia/Elisa Borges   
Cinco livros para ler em 2018: organizadoras do Leia Mulheres indicam leitura e debatem literatura feminina

O assunto do momento desta semana não poderia ser outro: o show de poder feminino dado pelas mulheres de Hollywood na premiação do Globo de Ouro. Marcado por protestos e discursos empoderados, o evento prevê um 2018 que promete para a produção cultural feminino.

 

Há algum tempo nessa onda, o projeto Leia Mulheres é mais um espaço que valoriza e enaltece o trabalho assinado por elas. A ideia do clube foi inspirada em uma campanha da escritora britânica Joanna Wals. Em 2014, ela lançou o projeto #readwomen2014, um grande sucesso em redes sociais. A ideia era incentivar a leitura de mais escritoras. Inspiradas por Joanna, a consultora de marketing Juliana Gomes, a jornalista Juliana Leuenroth e a transcritora Michelle Henriques tiveram a ideia do clube em fevereiro de 2015. Em Brasília, o projeto começou os encontros em setembro de 2015 e segue firme, com cada vez mais participantes.

 

Segundo as organizadoras da versão brasiliense, Maria Clara Oliveira e Mariana de Ávila, a partir do momento em que mais pessoas conhecem os livros escritos por mulheres, as autoras têm mais oportunidades de ter seu trabalho conhecido e reconhecido. "Além disso, há o cuidado de incluir escritoras de diferentes nacionalidades, o que ajuda os próprios leitores a entrar em contato com outras culturas, outros locais de fala", diz Maria Clara.

 

Para elas, não são só as celebridades que podem influenciar essa realidade, mas também os próprios leitores. "Não se trata só da presença do Leia Mulheres, mas também da iniciativa de outros clubes de leitura e de cada pessoa que se preocupa em ampliar seu 'cardápio'", diz Mariana. "O diálogo que a literatura mantém com o audiovisual também ajuda: quando um filme ou uma série é baseada no livro de uma mulher, isso acaba gerando curiosidade sobre a obra dela, como aconteceu com O Conto da Aia, de Margaret Atwood, que voltou a ser procurado por causa da série Handmaid's Tale", comenta Maria Clara.

 

 

Aos leitores
 

Interessados em entrar no grupo precisam, apenas, gostar de leitura. "Todos são bem-vindos nos encontros, independente de idade, gênero… Não é preciso ser mulher para participar", diz Maria Clara. Em Brasília, os encontros são realizados mensalmente em uma livraria. Nas últimas edições, a escolhida foi a Visconde, na 405 Sul. Sempre é debatido um livro por mês, escolhidos por votação entre os membros do grupo. "Se não der tempo de ler o livro, será bem-vindo também", esclarece Mariana.

 

Cinco livros para ler em 2018

 

  • O Caminho de Casa, de Yaa Gyasi, e Nossa Senhora do Nilo, de Scholastique Mukasonga - Além de serem bons romances, a literatura produzida na África nem sempre tem muita expressão no Brasil

 

  • O Conto da Aia, de Margaret Atwood - Apesar de ter sido lançado em 1985, o livro ainda é extremamente atual (e a série da Hulu o deixou onipresente)

 

  • Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus - Relato de uma catadora de lixo, durante a década de 1950, na favela de Canindé.

 

  • Outros Jeitos de Usar a Boca, de Rupi Kaur

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