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Cores de Ohtake

COLABORADOR Redação   
|   28/12/2017 14:00 ( atualizada 28/12/2017 14:00)   
FOTO Cortesia   
Entre gravuras, pinturas e surpreendentes esculturas, mostra Cor e Corpo conta a história de Tomie Ohtake em 48 obras

A Caixa Cultural Brasília apresenta a  exposição Tomie Ohtake: Cor e Corpo, que traz para capital federal 40 gravuras, cinco pinturas e três esculturas da artista que é uma das grandes referências da arte abstrata brasileira. A mostra traça a história de Tomie, que produziu continuamente por mais de 60 anos e viveu 101 anos. A exposição estará em cartaz de 10 de janeiro a 4 de março na Caixa Cultural Brasília.

 

A artista japonesa naturalizada brasileira chegou ao país aos 23 anos e iniciou sua carreira quase aos 40. Tomie Ohtake (1913-2015) recebeu 28 prêmios, participou de 20 bienais internacionais e mais 120 exposições individuais ao redor do mundo.

 

De acordo com os curadores Carolina De Angelis e Paulo Miyada, os interesses pictóricos de Tomie Ohtake foram constantemente renovados ao longo de sua trajetória profissional. “A artista construiu um vocabulário plástico amplo e complexo. Forma, matéria e cor nunca foram pensadas por ela de modo dissociado, mas alternaram suas ênfases para se potencializar mutuamente”, afirmam. Eles acrescentam que o conjunto da obra é uma unidade coesa. Tomie Ohtake preferia sempre deixar suas obras sem título.

 

Suas formas destacam-se por remeterem a elementos da natureza e a volumes que se assemelham a movimentos vivos. Desde as primeiras décadas, na sua produção abstrata, Tomie Ohtake impõe tremores, desvios e abaulamentos às formas geométricas, traçando contornos e silhuetas, evitando a rigidez. Outra característica é o uso das cores.

 

 

Dentre as 40 gravuras – serigrafias, litografias e gravura em metal – é possível perceber mudanças sucessivas com o passar das décadas de produção de Tomie Ohtake. Há desde as mais antigas, em que o gesto da artista transparece nos contornos irregulares que traduzem os atos de rasgar papéis deixando rebarbas (como ela fazia em seus esboços); passando por aquelas que testam a combinação de cores ousadas, como se Tomie utilizasse tudo o que está à mão para reproduzir em série texturas antes possíveis apenas nas pinturas; chegando até aquelas em que há uma delicadeza programada do ato, linhas finas que se cruzam, que se sobrepõem e que se encontram sob (ou sobre) uma superfície aquosa.

 

Nas três imensas esculturas, há delicadeza, manualidade e fluidez. Isso porque a forma como elas se equilibram no solo causam a sensação de estarem suspensas. Além disso, elas se movimentam quando alguém as toca. As estruturas metálicas são frutos de torções, dobras e voltas realizadas previamente pela mão da artista em pequena escala, depois transplantadas da maneira mais fiel possível em dimensão escultural.

 

As cinco pinturas enfatizam as analogias corpóreas e orgânicas. Feitas com procedimentos, cores e gestualidades diferentes, elas compartilham um apelo sensual ao olhar. Como conjunto, podem remeter a diferentes estágios de fecundação, multiplicação, nascimento e crescimento.

 

 

Pelo Brasil

 

Em Brasília e em vários cantos do país é fácil identificar as marcas, texturas e traços deixados por Tomie Ohtake. A exemplo, de uma escultura em aço localizada na frente do hotel Royal Tulip Brasília Alvorada (foto em destaque). Há, também, um painel que cobre a parede externa do edifício Number One. Em São Paulo, a Avenida Paulista é recheada de seus trabalhos. A artista conta com 27 obras públicas em esculturas a larga escala pelo Brasil, 28 prêmios pelo mundo, participação em 20 bienais internacionais e 120 exposições individuais.

 

Seu trabalho não se resume apenas às esculturas. Ela trabalhou com gravuras em metal, serigrafia, litogravura e pintura. O vermelho é um dos tons que se sobressai. Todos estes elementos dão sentido de multiplicidade para o abstracionismo de Ohtake.  Na exposição que chega a Brasília, será possível acompanhar toda esta versatilidade da artista ao longo dos anos.

 

Serviço

Tomie Ohtake: Cor e Corpo

Caixa Cultural Brasília – Galeria Principal (Setor Bancário Sul, QD 04)

Abertura: 09 de janeiro (terça-feira), às 19h

Visitação: 10 de janeiro a 04 de março de 2018

Entrada franca

3206-9448/9449

Livre para todos os públicos


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