GPS | ENTREVISTA

O ano é dela

Quatro longas, uma série, uma novela e uma peça: em entrevista exclusiva, Monique Alfradique fala sobre novos projetos para 2018, feminismo e inspirações na carreira

Mocinha ou vilã, no drama ou na comédia, no cinema ou em um monólogo. Monique Alfradique leva os princípios da profissão como um mantra. Atuar é sua religião. Esqueça o estereótipo da loira bonita e que só cabe em papeis sensuais. Os traços delicados se contrapõem à personalidade forte da carioca. A atriz é do tipo que faz tudo por um papel, desde que o desafio a transforme, provoque reflexões e conte uma boa história.
 

O próximo ano é dela. Após hiato de dois anos, Monique retoma a presença em folhetins globais com Deus Salve o Rei, próxima trama das 19h da Rede Globo. A novela promete marcar o ano que se aproxima: pela primeira vez, o primeiro capítulo de uma trama da emissora será exibido em alguns cinemas do Brasil.
 

Um território, aliás, onde a bela será vista com frequência. No primeiro semestre, a atriz (que já foi paquita da Xuxa) aparece em nada menos que quatro longa-metragens: o drama O Buscador, as comédias Chorar de Rir e O Amor Dá Trabalho, com Leandro Hassum, e o thriller de ação Virando a Mesa. No último, ela partilha o papel de protagonista com Rainer Cadete, cria da cidade e capa da GPS|Brasília.

 


Como se não fosse suficiente, a carioca está gravando a série Além da Ilha, para o Multishow, e prepara o primeiro monólogo, Manual da Mística Moderna, com texto da escritora Camila Fremder. Confira a entrevista exclusiva dada pela intérprete ao GPS|Brasília. E prepare-se: em poucos dias, só dará Alfradique nos holofotes. Go, girl!


O ano que vem será movimentado para sua carreira. Como conciliar tantos papéis diferentes em um curto período de tempo?

Não faço todos os projetos ao mesmo tempo. Na verdade, quando termino um projeto, inicio outro. Tudo acontece em um curto espaço de tempo mesmo, mas é ótimo por que cada um tem propostas, personagens e desafios diferentes. Essas sucessivas transformações são motivadoras. Eu me sinto plena no meu ofício.

Até onde você vai por um personagem?
Não tenho um limite. Eu preciso me encantar com a trajetória do personagem para me sentir disponível para aquela composição e, então, mergulhar naquele mundo.

Continua com as aulas de pole dance? Recomenda a atividade para outras mulheres?
Foi apenas para a preparação do longa Virando A Mesa, mas é uma atividade física e tanto! Requer força no abdômen e nos braços, além da sensualidade que é necessária às coreografias. Trabalha também a autoestima. É muito bom.

Empoderada! "É necessária uma mudança cultural ampla em relação ao respeito aos direitos da mulher", afirma

Como mulher, sente necessidade de interpretar perfis fortes?
Tenho vontade de interpretar personagens motivadores, sejam elas mocinhas ou vilãs, cômicas ou não, mas que passem o seu recado e provoquem reflexão de alguma forma.

Se considera feminista?
Sim. É necessária uma mudança cultural ampla em relação ao respeito aos direitos da mulher, inclusive sobre o seu corpo. Essa transformação deveria começar na base, dentro de casa, e ter forte apoio na escola.

Comédia ou drama: o que, hoje, te move mais?
O que me move é uma boa história para contar e personagens que me instiguem. O gênero é complementar.

 

Camila Fremder, que escreveu seu primeiro monólogo, Manual da Mística Moderna, é conhecida pelo humor ácido. A comédia permeia o espetáculo? Há previsão de apresentações em Brasília?
A Camila tem um humor irônico e divertido, essa característica é bem presente no texto. É, sim, uma obra de humor. Ainda não temos previsão de estreia, o trabalho está em um estágio embrionário. Mas, uma vez pronto, sem dúvida passaremos por Brasília na turnê.

 


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