GPS | MODA

Representatividade

COLABORADOR Bruna Nardelli   
|   26/12/2017 07:00 ( atualizada 26/12/2017 07:00)   
FOTO Reprodução   
Modelos transgêneros têm conquistado cada vez mais espaço na indústria da moda, o que ajuda na luta contra o preconceito e no aumento da representatividade

A brasileira Valentina Sampaio entrou para história da moda ao ser a primeira modelo transgênero a estrelar a capa da Vogue Paris, a versão francesa da “bíblia” fashion, em março deste ano. No mês de dezembro, ela volta a aparecer na cover da revista, só que desta vez na edição made in Brazil. Com apenas 22 anos, a cearense ainda é porta-voz da gigante marca de cosméticos L’Oréal e é uma das fortes candidatas a assumir o posto de angel da Victoria´s Secret em 2018. Considerada a top queridinha do momento, ela tem conseguido romper barreiras no mundo da moda e dar visibilidade à luta contra o preconceito de gênero. GPS|Brasília selecionou outras modelos que estão fazendo trabalhos importantes para trazer representatividade à categoria, além de quebrar tabus.  

 

 

Andreja Pejic

 

Antes de realizar a transição de gênero, a top chegou a fazer sucesso com seu estilo andrógeno e a desfilar para marcas importantes do cenário fashion, como Marc Jacobs e Jean Paul Gaultier. À época, ela se descrevia como “vivendo entre gêneros” e trabalhava tanto em castings femininos como em masculinos. Em 2014, quando decidiu fazer a cirugia de mudança de sexo, ela trocou o nome de Andrej para Andreja e passou a ser ainda mais reconhecida no ramo da moda. A sérvia foi a primeira modelo trans a aparecer na revista Vogue norte-americana e a protagonizar uma campanha de produtos de maquiagem, lançada pela inovadora Make Up Forever.

 

 

Valentijn de Hingh

 

A holandesa já foi fotografada por Patrick Demarchelier para a revista Vogue Itália, além de ter desfilado para Martin Margiela e Commes des Garçons. Ela veio à tona quando foi protagonista de um documentário sobre a experiência de ser uma criança transgênero. As gravações a acompanharam dos 8 aos 17 anos, idade em que ela optou por fazer a mudança de sexo. No ano passado, Valentijn voltou a ganhar destaque nos veículos internacionais quando usou um vestido estampado com bandeiras de 72 países onde ser gay ainda é crime. A peça foi desenvolvida em forma de protesto pelo estilista Mattijs van Bergen e fotografada por Pieter Henke. Sobre a ação, ela escreveu em uma rede social: “Todo país que mudar a sua legislação vai ter a bandeira substituída por um arco-íris. Vamos esperar que esse vestido, mais cedo ou mais tarde, seja apenas uma colcha de retalhos bem colorida”.

 

 

Aydian Dowling

 

O único homem da lista. Aos 13 anos, Aydian se apaixonou por uma menina. Um tempo depois, se assumiu gay para amigos e familiares. Aos 21 anos, começou a se vestir com roupas masculinas. Ele fez a remoção dos seios em 2012 e ganhou visibilidade quando liderou uma votação de leitores da revista Men´s Heath.  O norte-americano chegou a participar do famoso talk show de Ellen DeGeneres, no qual contou sua história. O modelo ainda estrelou a capa da revista Gay Times, além de posar para o livro Red-Blooded American Male, do renomado fotógrafo Robert Tranchtenberg.       

 

 

Lea T

 

Por último, mas não menos importante, Lea T. Descoberta pelo designer de moda Riccardo Tisci, a top ganhou fama na Europa após desfilar para a grife francesa Givenchy. Em uma capa da revista britânica Love que deu o que falar, a musa aparece beijando a icônica Kate Moss. Ao lado de Miuccia Prada e Anna Dello Russo, a mineira foi eleita pela revista Forbes como uma das 12 mulheres que mudaram a moda italiana. Viva a diversidade!

 


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