GPS | MODA

Eles mudaram o mundo

COLABORADOR Bruna Nardelli   
|   24/12/2017 11:36 ( atualizada 24/12/2017 11:36)   
FOTO Reprodução   
Conheça os modelitos icônicos que marcaram a história da moda e fizeram a cabeça das mulheres por gerações

O universo fashion está em constante mutação. Novas tendências de cor e modelagem surgem a todo o momento com o objetivo de se tornarem a grande aposta da estação. Acompanhar tamanha volatilidade não é tarefa fácil, mas os amantes da moda costumam tirar de letra. O que é realmente difícil é um estilista conseguir criar uma peça-desejo que supere a barreira do tempo, sem cair no esquecimento. O livro “Cinquenta vestidos que mudaram o mundo” traz um compilado de looks que conquistaram o título de lendas do estilo. GPS|Brasília selecionou as cinco vestimentas mais especiais da lista para entregar para vocês. Confira!

 

New Look

 

Lançado nos anos 40, o estilo New Look da grife francesa Dior se tornou um verdadeiro objeto de desejo entre as mulheres, sendo recorde de vendas por dez anos consecutivos. A peça de cintura marcada, busto natural, saia rodada e barra a 40 centímetros do chão definiu uma nova era marcada por irreverência, sofisticação e esperança após a Segunda Guerra Mundial. A obra diz: “o caimento suave nos ombros, a cintura fina e o volume elegante de uma saia rodada eram exatamente o que as femme-fleur de Dior queriam”. Em 1997, em uma edição limitada, a boneca Barbie chegou a vestir o famoso e exuberante “tailleur Bar”.

 

 

Pretinho básico

 

Inspirado no romance do escritor norte-americano Truman Capote, Bonequinha de Luxo foi o filme que consagrou Audrey Hepburn como uma das atrizes mais icônicas das telonas. Além do envolvente roteiro e da boa atuação dos protagonistas, o longa contou com um deslumbrante figurino. O “pretinho básico” usado pela personagem Holly na primeira cena virou um hit da moda instantaneamente. Sofisticado, o vestido tubinho sem mangas foi criado pela label Givenchy e era feito de cetim. Básica e atemporal, a peça era realçada com o uso de acessórios, como luvas, colar de pérolas, óculos de sol e tiara. O modelito foi repetido na trama, justamente para mostrar a sua versatilidade. Sobre o “pretinho básico”, o livro entrega: “é um vestido que diz tudo sem precisar gritar”.

 

 

Mondrian 

 

Quando se inspirou na obra “Composição de vermelho, amarelo e azul”, de Piet Mondrian, o designer frânces Yves Saint Laurent não podia imaginar o impacto que isso teria na história da moda. Criado em 1965, o vestido com a estampa da tela do pintor holandês deu um verdadeiro boom na carreira do estilista. A peça reta de cores primárias, ombros à mostra e silhueta justa se tornou um verdadeiro clássico mundial, além de símbolo marcante da década de 60. O modelito é o resultado perfeito da combinação entre artes plásticas e fashion design.

 

 

Envelope 

 

Em 1974, a estilista belga Diane Von Furstenberg criou o vestido envelope. A peça extremamente versátil permite que as mulheres façam seus afazeres diários com conforto e sem abrir mão da feminilidade. A vestimenta é 100% atemporal e conhecida por ter um caimento que valoriza as curvas do corpo. Personalidades como Michele Obama e Kate Middleton são fãs assumidas.

 

 

LED

 

As criações de Hussein Chalayan transcendem o território da moda. Além de ser um dos percursores da tecnologia wearable, o estilista turco consegue transformar as peças em verdadeiras obras de arte. A sua vestimenta mais consagrada é o vestido de mais de 15 mil LEDs e cristais Swarovski.  Lançada em 2007, a modelagem serviu de tela para um minifilme à época. Apesar de ter causado estranhamento à primeira vista, o estilo acabou agradando o público e a crítica, que aclamaram a inovação.  

 

 

O coordenador do curso de moda do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt) do Senai explica que para criar uma peça icônica um designer precisa estar antenado em muito mais do que só o ramo fashion. “As marcas atemporais são comandadas por estilistas de visão, que estão ligados em tudo o que está acontecendo ao redor deles”, opina Marco Aurélio Lobo Junior. “É preciso entender o comportamento das pessoas e as mudanças culturais do momento para, assim, desenvolver uma peça que seja reflexo da sociedade”, afirma. "Só compreendendo o contexto geral se pode desenvolver uma roupa marcante o suficiente para ser considerada símbolo de uma geração", finaliza. E você, acredita que um vestido pode mudar o mundo, sendo reflexo e influência de mudanças culturais e sociais?

 

Sobre o livro

“Cinquenta vestidos que mudaram o mundo”

Editora: Autêntica

Coleção: Design Museum

Tradução: Cecília Martins

Número de páginas: 112

 


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