GPS | MODA

Por trás das vitrines

COLABORADOR Bruna Nardelli   
|   21/12/2017 15:00 ( atualizada 21/12/2017 15:00)   
FOTO Reprodução   
Queridinho de lojas nacionalmente famosas, Nilson Portuguez fala sobre os desafios e glórias da profissão de visual merchandiser

O que te faz entrar em uma loja pela primeira vez? As peças deslumbrantes nos manequis, a bela decoração da vitrine ou a vibe convidativa do ambiente? Pouca gente imagina, mas uma identidade visual bem elaborada pode aumentar as vendas de uma marca em até 40%, de acordo com  estudos do Sebrae. Quem conhece o trabalho do visual merchandiser Nilson Portuguez não duvida da estatística. O brasiliense trabalha com marcas importantes do cenário da moda nacional e é um dos profissionais mais requisitado do ramo de vitrinismo. Em sua bela cobertura na Asa Norte, ele conversou sobre os 23 anos de carreira com exclusividade para o GPS|Brasília.  

 

Autodidata e dono de um senso estético impecável, Nilson sempre gostou de moda e decoração. “Estudando e pesquisando essas áreas descobri o que hoje é a minha profissão”, afirma. “Ao longo dos anos, as portas do mercado foram se abrindo, e pude ir refinando o meu olhar e lapidando meu talento”, complementa. Atualmente, o profissional coleciona uma série de lojas parceiras. Entre elas, Avanzzo, SP Brands, Iorane, Skaf, Renata Campos e Emporium Lolithà. Só com a saudosa Ortiga, trabalhou mais de 15 anos.

 

 

Do tema das vitrines à playlist da loja, tudo é pensado pelo profissional. “Quem trabalha com visual merchandising é responsável por toda a experiência de compra dos clientes de uma label. Nós pensamos em cada detalhe, das peças hit da estação aos drinks servidos”, declara. “Quando necessário, até no look das donas das marcas nós damos pitaco”, brinca.

 

Nilson afirma que uma das funções da profissão é despertar sensações prazerosas nos clientes. “As cores e texturas das vitrines, o cheiro da loja, os quitutes oferecidos... Temos que criar toda uma atmosfera ideal para os consumidores”, relata. A intenção é deixar um gostinho de quero mais, para que as pessoas queiram voltar ao estabelecimento.

 

Quem vê de longe pode achar que o trabalho é glamouroso, mas ele alerta: há muita ralação por trás das vitrines. Em Brasília, o profissional possui uma equipe fixa de cinco funcionários. Espalhados pelo Brasil, são mais de 30 tercerizados. Entre eles, costureiras, artesãos e pintores, responsáveis por tirar as ideias de Nilson do papel. “O ideal é trocar os looks das lojas a cada semana e a vitrine inteira de 15 em 15 dias. É muito puxado”, diz. Além da capital, ele realiza trabalhos em São Paulo, Goiânia, Campo Grande e até em Miami.

 

 

Entre uma viagem a trabalho e outra, Nilson dedica tempo para se inspirar. “Minhas referências são internacionais. Estou antenado em tudo o que é relacionado à minha carreira”, declara. As viagens para Paris e Nova York também são fontes de repertório. “Acredito que visual merchandising é uma arte. A vitrine é uma tela em branco, esperando para ser pintada”, analisa.

 

O fim do ano é a época em que o profissional é mais requisitado. “A expectativa das pessoas em relação à virada de estação e ao Natal são enormes”, conta. Por isso, o cuidado com cada detalhe nesta temporada é maior. “Durante as reuniões criativas com os donos das lojas nós definimos um tema que dialogue com a identidade da marca e com a época. Depois, é hora de contactar minha equipe para botarmos a mão na massa”, informa. Em vitrines especiais, o valor dos itens decorativos pode chegar a R$ 80 mil. O investimento compensa. "Costumo dizer que a vitrine é o caixa da loja. Quanto mais bonita, mais lucro”, garante.

 

 

Nilson finaliza afirmando que a identidade visual é a alma de um negócio. “Uma consultoria de VM é de extrema importância. Ajudamos a marca a consolidar a imagem que ela quer passar, a definir o público-alvo e a fidelizar os clientes”, analisa. Ele diz, ainda, que algumas donas de loja deixam o showroom inteiro por conta dele, tamanha a confiança. "Algumas só aparecem lá na hora de abertura do evento”, complementa.

Todos querem um pouquinho do estilo refinado do profissional. “Meus clientes dizem que ficam viciados no meu trabalho.
 Uns não sabem nem como vão pagar a minha consultória, mas isso é o de menos. Faço o que tem que ser feito, mesmo que tenha que dividir em dez vezes. O que importa mesmo é a parceria de longa data que tenho com cada uma das queridas marcas com as quais eu trabalho”, conclui. Tudo o que o profissional toca vira sucesso. Não é à toa que a agenda para o ano que vem já está quase lotada. E que continue assim: encantando as pessoas através de suas belas vitrines. 

 

 


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