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Arte inspira moda

COLABORADOR Bruna Nardelli   
|   17/12/2017 12:00 ( atualizada 17/12/2017 12:00)   
FOTO Reprodução   
Parcerias entre artes plásticas e moda costumam resultar em peças arrojadas, inovadoras e atemporais

Não é incomum encontrar peças icônicas de estilistas renomados que foram fortemente inspiradas pelo trabalho de profissionais das artes plásticas. Quem não se lembra, por exemplo, do famoso vestido de Yves Saint Laurent com estampa da tela de Piet Mondrian?  A vestimenta de silhueta justa se tornou um verdadeiro clássico da moda mundial e ainda hoje é tido como objeto de desejo entre as fashionistas. Casos como esse provam que a arte e a moda podem - e devem - andar de mãos dadas. GPS|Brasília selecionou alguns outros exemplos que dão fundamento à ideia de que a união entre os dois universos é sempre bem-vinda!

 

A estilista italiana Elsa Schiaparelli é uma referência quando o assunto é moda conceitual. A profissional, que era dona de um espírito visionário, agregou elementos do movimento surrealista às suas criações em meados dos anos 1930. Dentre as peças inovadoras e ousadas, uma se destaca: o vestido lagosta. Inspirado nas obras do espanhol Salvador Dalí, a peça era colorida, extravagante e destoava de todas as vestimentas da época. Apesar de ter causado estranhamento à primeira vista, o vestido acabou se transfomando em um verdadeiro ícone de estilo.

 

Quando se inspirou na obra Composição de vermelho, amarelo e azul, de Piet Mondrian, o designer frânces Saint Laurent não poderia imaginar o impacto que essa influência teria na história da moda. Criado em 1965, o vestido com a estampa da tela do pintor holandês deu um enorme boom na carreira do estilista. A peça reta de cores primárias, ombros à mostra e silhueta justa está presente no livro Cinquenta vestidos que mudaram o mundo, ao lado do atemporal terninho de Coco Chanel e do versátil vestido envelope de Diane von Fürstenberg

 

 

Quando assumiu o posto de diretor criativo da Louis Vuitton, em 1997, Marc Jacobs conseguiu unir a arte e a moda como ninguém. Com parcerias inusitadas de artistas improvavéis, o designer repaginou  e resignificou a marca francesa durante os 16 anos em que esteve à frente dela.

 

Em 2003, Takashi Murakami deu vida aos tradicionais monogramas da maison com cores vibrantes, estampas divertidas e joviais. O artista japonês, cujo trabalho abrange pintura e mídias digitais, realizou a bem-sucedida parceria com a Vuitton por 12 anos. Por muito tempo, a bolsa Speedy branca com monograma colorido foi desejo absoluto entre as mulheres.

 

 

Em 2012, foi a vez de Yayoi Kusama e suas icônicas bolinhas invadirem o universo LV com a coleção Infinity Kusama. Estampando as vitrines de uma das maiores marcas de luxo do mundo com sua colection de bolsas, roupas, sapatos e acessórios, a artista, que já era celebrada no Japão, ganhou reconhecimento internacional. Até então, ela era desconhecida do grande público. Foi depois dessa parceria que a exposição de Kusama começou a rodar o globo, chegando a Brasília em 2014. Hoje, ela é um dos grandes nomes da arte mundial.

 

 

No spring/summer 2014, a moda e a arte conversaram como velhas amigas. No desfile de Chanel, a referência ao universo das artes pláticas era facilmente notado nas peças com estampas coloridas de “traços de pincéis”. A maison Céline também trouxe as pinceladas para as passarelas daquela estação. A coincidência fashion causou frisson entre as antenadas em moda naquele ano.

 

 

Dona de um DNA inovador e inquieto, a incansável Louis Vuitton, agora comandada por Nicolas Ghesquièrefez mais uma bela parceria em 2017. Em um evento no museu Louvre, em Paris, a label anunciou a colaboração de Jeff Koons em uma edição limitada de bolsas pintadas à mão. A ideia era reproduzir obras de grandes mestres da arte, como Leonardo Da Vinci, Van Gogh e Claude Monet em bags clássicas da maison, como Speedy, Neverfull e Keepall. O resultado ficou bárbaro, digno de um item de colecionador (foto em destaque).

 

Em 2018, a primavera/verão também foi recheada de inspirações em arte. A italiana Prada desfilou peças ligadas à cultura pop, mais precisamente ao mundo dos desenhos em quadrinho. Já a norte-americana Coach resolveu homenagear o artista gráfico Keith Haring, apreciador da cultura underground, falecido em fevereiro de 1990. As coleções de ambas as marcas causaram alvoroço nas semanas de moda de Milão e Nova York, respectivamente. 

 

 

 

   

 

Esses e outros exemplos são a prova de que os universos artísticos devem, sim, andar lado a lado. Vida longa para a união entre moda e arte! Como sentencia Coco Chanel: “moda não é algo presente apenas em roupas. Moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com ideias, a forma como vivemos, o que está acontecendo."

 


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