GPS | ENTREVISTA

Ela chegou pesadão

COLABORADOR Pedro Lira   
|   15/12/2017 07:00 ( atualizada 15/12/2017 07:00)   
FOTO Reprodução   
Conhecida pelo estilo empoderado, cantora IZA se apresenta na capital. GPS|Brasília bate-papo com a carioca

Black music, críticas sociais, empoderamento feminino, negro e periférico! A bandeira da carioca IZA é expressa de forma clara em suas músicas. Aos 26 anos, Isabela Lima se tornou fenômeno no Brasil com hits como Pesadão, Esse Brilho é Meu e Te Pegar. A cantora desembarca em Brasília para apresentação única na Victoria Haus nesta sexta-feira, 15.

 

Com pegada pop, que flerta com gêneros como o R&B, soul e jazz, a jovem transforma em músicas temas de sua realidade, como machismo, racismo e preconceitos em geral. Nascida em Olaria, no Rio de Janeiro, se formou em Publicidade pela PUC- Rio e foi anunciada como uma das atrações do badalado Baile da Vogue 2018. O sucesso começou em 2016, apesar de investir na carreira de cantora desde os 14 anos, quando participava do coral da igreja.

 

 

O GPS|Brasília conversou com a artista. Confira!

 

1. Como foi ser convidada para o baile da Vogue?

 

Eu já tinha ido ao baile da Vogue algumas vezes, mas agora, como atração, é um sonho sendo realizado, porque eu sou muito fã do evento. Além disso, é numa época incrível do ano, minha época favorita, que é o Carnaval. Vai ser muito especial estar lá, cantando para tantas pessoas que eu conheço e admiro.

 

2.   Como define sua arte? Qual seria sua bandeira?

 

Eu canto o que faz parte da minha vivência, do meu ponto de vista. Mais do que só a periferia, eu chamo a atenção para o preconceito e o machismo que a mulher negra sofre. Ainda somos, sim, a parcela da população que mais sofre com homicídios, racismo e machismo.

 

A gente só tem a noção do papel que exercemos na vida das pessoas quando elas nos retornam as vivências delas depois de ouvir nossa música, as experiências que elas tiveram lendo uma entrevista nossa, ou assistindo a gente na TV. Tenho ouvido muito que algumas mulheres estão se sentindo representadas pelo meu trabalho e isso me deixa muito feliz.

 

3.   O que acha da produção musical atual no país?

 

Acho que a produção musical no país está ficando cada vez mais diversa, mais ousada. Temos visto muita coisa diferente acontecendo e acho que isso se deve muito aos novos produtores e à nova geração de músicas que vêm tomando conta do cenário.

 

4.   Quais outras artistas você admira e se inspira?

 

São tantos nomes. Liniker, Karol Conka, Beyoncé, Rihanna, Elza Soares, Donna Summer, Nina Simone. Todas elas me inspiram pela força e pelo papel que exercem na música.

 

5.   Qual sua relação com Brasília?

 

No meio do ano me apresentei no Festival de Inverno da cidade e fui muito bem recebida. O público foi muito carinhoso comigo. Agora chego com minhas bailarinas, banda e mais músicas novas. Estou feliz por poder voltar!

 

6.   Sobre Pesadão, alguns termos remetem à crença em algo maior (espiritual). Suas músicas têm traços assim?

 

Acho que minha vida é muito ligada ao meio espiritual. Mas quando a gente fala sobre vencer obstáculos, sobre superar barreiras e reerguer um castelo, a gente fala de fé, automaticamente. Acho que Pesadão pode ter essa pegada por isso, pela história de superação. Mas não é uma música gospel ou que propositalmente tenha essa intenção.

 


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