GPS |

Enxaqueca tem cura?

COLABORADOR André Braga   
|   08/12/2017 16:26 ( atualizada 08/12/2017 16:26)   
FOTO Reprodução   

Mal que atinge 90% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é um tipo de cefaléia intensa caracterizada por uma dor de cabeça pulsátil, geralmente em um dos lados, e acompanhada por fotofobia, náuseas e/ou vômitos. A doença é prevalente no sexo feminino, predominantemente entre as idades de 25 a 45 anos.


Causas


As causas da enxaqueca são desconhecidas, mas existem fatores predisponentes que favorecem a presença da doença. A fatores genéticos somam-se questões como estresse, distúrbios do sono (insônia), odores fortes, alterações de temperatura e , também, fatores hormonais. O último explica porque as mulheres são mais suscetíveis no período menstrual. A alimentação também interfere. Frutas cítricas, chocolates, café, refrigerantes à base de cola, bebidas alcóolicas ou álcool, entre outras, potencializam os efeitos.



A enxaqueca é classificada de duas formas. A primeira delas é sem aura, termo que se refere às sensações que o paciente apresenta antes das dores de cabeca iniciar). Já a enxaqueca com aura tem consequências visuais ou sensitivas. Esses sintomas também são chamados de pródomos. Podem durar de poucos minutos a até uma hora. Os mais comuns são os visuais, a exemplo de cegueira parcial, visão de pontos luminosos e escotomas visuais (ou pontos cegos na visão). Além dos sintomas visuais existem sinais como paralisia do movimento ocular, paralisia facial, zumbidos no ouvido, alucinações, tonturas, perda do equilíbrio, e outros.



Enfim, a aura da enxaqueca pode apresentar-se em uma série de distúrbios com relação à percepção das formas, sabores, cheiros, sons e sensações.


Sinais e sintomas


 

  • Dor de cabeça (geralmente unilateral e pulsátil
  • Náuseas e vômitos
  • Fotobia (sensibilidade à luz)
  • Fonofobia (sensibilidade ao som)
  • Irritabilidade
  • Tontura
  • Dificuldade de concentração


Diagnóstico


O diagnóstico é exclusivo através de um bom exame clínico e boa anaminese, baseados nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Os exames complementares, como o de sangue, tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma geralmente são normais, mas são muito importantes para identificar possíveis causas ou diagnósticos diferenciais.


Tratamento


O ideal pós-diagnóstico da enxaqueca é descobrir o fator desencadeante da mesma. Existem tratamentos com medicações preventivas para evitar que ocorram as crises e medicamentos para tratar a crise aguda. Bom lembrar que a enxaqueca, principalmente a com aura, tem que ser acompanhada por especialista neurologista, pois existem classes medicamentosas que são utilizadas de forma muito específica. Dentre as quais neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos, derivados da ergotamina, e até mesmo anticonvulsivante.

 

Fica a dica!

Se você  apresenta sinais e sintomas de enxaqueca, procurar um médico para confirmação do diagnóstico e, se indicado, o tratamento profilático é muito eficaz no controle da doença, principalmente nas crises. A enxaqueca sem tratamento incapacita o paciente, bem como compromete a qualidade de vida. A recidiva das crises pode levar a um tratamento crônico com analgesias potentes, fazendo com que o paciente fique dependente de doses medicamentosas cada vez maiores. Ou seja, provocam dependência química.


Todos os direitos reservados - 2014
Política de Privacidade
Termos e Condições
Anúncie Conosco:
SHIS QI 05, Bloco F, sala 122, Centro Comercial Gilberto Salomão
CEP 71615-560 - Brasília - DF - Brasil
Telefone: +55 (61) 3364-4512 | Email: info@gpsbrasilia.com.br
{slideshow_baner}