GPS | COTIDIANO

Profissão: Instagramer

COLABORADOR Thamara Maria   
|   02/12/2017 15:40 ( atualizada 02/12/2017 15:40)   
FOTO Reprodução Internet/Instagram   
O que fazem? Como ganham dinheiro? Saiba mais sobre os Instagramers e a nova profissão que tem ganhado o mercado

Foi-se o tempo em que as únicas profissões que existiam eram as clássicas: médico, advogado, jornalista... Com o advento da tecnologia e das redes sociais, vários trabalhos foram surgindo, como os blogueiros e youtubers. Junto a eles, apareceram os Instagramers. Uma plataforma de fotos que antes só tinha serventia de hobby agora tem uma grande fatia no mercado com os digital influencers. Eles ganham dinheiro com o Instagram e têm fizeram dos  “arrobas” uma empresa.

 

Vários deles fazem da na capital federal um lar, dando dicas de moda, do mundo fitness ou mesmo de gastronomia. Um dos grandes nomes digitais de Brasília é o @Gulagramdf. Administrada por Raion e Rodrigo, a conta tem 166 mil seguidores e dá dicas de restaurantes e lanchonetes da cidade para todos os gostos. Os dois também assinam uma coluna no portal Metrópoles e fecham diversas campanhas e parcerias.

 

Segundo Raion, a marca começou de forma despretensiosa. “Eu e Rodrigo sempre tivemos o hábito de comer fora, pois morávamos sozinhos e não éramos muito bons na cozinha. Um dia, conversando, nós vimos que as pessoas daqui sempre iam aos mesmos lugares, mesmo que a cidade seja tão rica em opções”, conta. Como os dois já costumavam dar dicas para os amigos, resolveram criar uma conta exclusivamente para isso. “Tivemos a ideia de ir todo dia a um local diferente e ir postando. Assim tudo começou - e deu muito certo”, explica o empresário.

 

 

No começo, a dupla foi relutante em cobrar pelo serviço. Mas com o tempo, começaram a perceber que o que faziam era um trabalho e que merecia ser pago. “A gente achava feio cobrar para publicar. Porém, quando shoppings e empresas grandes começaram a procurar por nós para fazer campanhas e parcerias, percebemos que fazíamos uma espécie de marketing digital para aquelas marcas. Era um trabalho muito grande para ser feito em troca de comida. Neste momento, começamos a precificar nossos posts”, relembra Raion.

 

Mesmo dando retorno financeiro, o Gulagram não é a renda principal dos sócios. Rodrigo é funcionário público na Secretaria de Saúde e Raion é publicitário, fazendo consultorias de marketing digital. “Hoje, é uma renda complementar, mas se um dia vier a cobrir a renda de nossos outros trabalhos, já pensamos em nos dedicar somente à conta no Instagram”, garante Raion. Dedicação que vai muito além do glamour, como muitas pessoas podem supor.

 

De acordo com o brasiliense, o ofício exige muita responsabilidade. “A gente não tem fim de semana, noite, e nem feriado. Quem tem oportunidade de conhecer os bastidores fica surpreso”, conta. “Muitos acham que é só comer de graça, mas os que entram por este motivo acabam desistindo. Eu demoro quase meia hora para começar a comer, tiro umas 20 fotos. Somos muito criteriosos e detalhistas, além de abrirmos mão de muitas coisas”, explica Raion.

 

 

Para quem deseja começar na carreira, a dica que o Instagramer dá é encontrar um diferencial. “Se você for imitar alguém que já existe no mercado, provavelmente dê errado. Os principais nomes são de pessoas que têm a sua identidade, seu modo de falar, seu conteúdo. Procure o que te diferencia, todo mundo tem algo para contribuir”, finaliza.


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