GPS | ENTREVISTA

Faz-me rir!

Em cartaz esse fim de semana em Brasília, humorista Marco Luque fala sobre a carreira e os rumos da comédia no país em entrevista ao GPS|Brasília

Misto de stand up, esquetes com vários personagens e improviso, o espetáculo 1,2,3 Testando - em cartaz em Brasília em apresentação única neste domingo, 3 - revela a multiplicidade artística de Marco Luque. Personagens carismáticos como Mustafary, Jackson Five e Silas Simplesmente entregam porque o paulista é um dos nomes mais requisitados da comédia atual. Pouca gente imagina, mas além do dom natural para provocar risadas que o acompanha desde a infância, Luque tem vivências diversas que o ajudam a desenvolver novos papéis.


No ar no programa Altas Horas, o ator fez aulas com a preparadora de elenco Fátima Toledo, participou de peças dramáticas, é formado em artes plásticas,  foi garçom de bufê e até monitor de acampamento. Em entrevista ao GPS|Brasília, ele comenta sobre a atual fase da carreira e os rumos da comédia no futuro. 

 

 

1,2,3 testando é um espetáculo híbrido que mescla várias linguagens. É uma forma de dar variedade ao humor no estilo stand up, em alta nos teatros do país?
Acredito que sim, gosto de diversificar o meu trabalho e mostrar outras facetas minhas como humorista. Acredito também que é uma maneira de instigar a plateia de uma forma que prenda ainda mais a atenção. Adoro este espetáculo, tenho um carinho enorme por ele.


Prefere fazer esquetes de forma improvisada ou seguir roteiros prévios?
Acho que cada um tem suas peculiaridades e os dois são muito bons de fazer. Tudo vai depender dos formatos e dos objetivos propostos, mas eu gosto de ambos. Nos meus espetáculos tem a mistura dos dois, uso um roteiro, mas também tem muito improviso. Gosto de incluir a plateia no show.


O personagem Mustafary revolucionou sua carreira com a mesma intensidade que o trabalho no humorístico CQC?
Olha, eu acho que o Mustafary e o CQC foram coisas distintas na minha carreira: o Musta é um personagem querido, que ganhou grande dimensão e requer uma caracterização completa e que, além disso, explora bastante o meu lado humorista e ator. O CQC era um programa que abordava questões sociais e políticas com humor, e que me permitia emitir opinião, além das piadas. São diferentes e, ao mesmo tempo, com a mesma dimensão de importância na minha carreira.


Aliás, logo após o fim do CQC surgiu o convite para participar do Altas Horas. Como enxerga a relação com Serginho Groisman?
Sou amigo do Serginho há muitos anos e o convite inicial era apenas para participar de um programa como convidado. Fomos conversando e tivemos a ideia de levar um quadro meu, o que me deixou muito animado e feliz por poder trabalhar com um amigo tão querido.


Você trabalha com humor há anos, quando muitos debates em torno do "politicamente correto" não existiam. Fazer comédia ficou mais difícil?
Acredito que não. O humor, independente da época, tem que levar em conta os princípios de respeito ao próximo sempre. Procuro me policiar nas piadas, sempre ressaltando a importância do respeito e da humanidade, que para mim são valores essenciais, e deveriam ser para todos, inclusive.


Repensaria algum personagem que criou no passado?
Acredito que não. Sempre fui muito feliz com todos os personagens, tenho carinho enorme e igual por todos, não vejo o porquê de mudá-los.


O que faz você rir?
As brincadeiras do dia a dia com amigos, familiares, minhas filhas. Sempre procuro arrancar um sorriso de todos que estão à minha volta.

 
O Terça Insana revelou muitos talentos da comédia. Mantém algum laço com esses amigos?
Demais! Sou muito amigo de todos, foi uma família muito importante e muito especial na minha vida e carreira. Foi o começo de tudo e o melhor que eu poderia ter tido.


Como avalia a importância do humor na identidade cultural brasileira?
Avalio de uma forma ótima e crescente. Acredito que o humor tem uma importância e um papel social enormes. Ele traz temas necessários à tona, temas estes que muitas pessoas se recusam a enxergar.


 


SERVIÇO
1, 2, 3 Testando

Auditório  Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental)

Domingo, 3, às 20h

Ingressos a partir de R$ 30, à venda neste link, com taxa de serviço
Mais informações: (61) 4101-1121 ou (61) 4101-1230
Pontos de venda físicos (sem taxa de serviço): Lojas Cia Toy e Belini

 


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