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No fluxo perfeito

Mal que acomete 20% da população brasileira em diferentes graus, a doença do refluxo gastroesofágico é uma patologia muito frequente que pode atingir crianças, adultos e idosos. Fisiologicamente, há uma incapacidade do esfíncter (válvula cárdia) inferior do esôfago de reter o conteúdo gástrico do estômago. Ou seja: em vez de seguir o fluxo normal da digestão, os ácidos estomacais retornam para o esôfago, provocando uma sensação desconfortável de queimação. Estudos mostram que 40% da população apresenta refluxos em alguma fase da vida.


O principal fenômeno motor é o relaxamento transitório do esfíncter. Entre as causas mais comuns estão presença de hérnia do hiato esofágico, obesidade, má alimentação, tabagismo, uso excessivo de álcool e síndrome de zolling ellisson (quando há uma maior produtividade de ácido clorídrico no organismo).



Sintomas


Já sentiu azia, dor no peito, tosse seca irritativa, salivação excessiva, dor de garganta, regurgitação e refluxo do suco gástrico, náuseas e empachamento após as refeições? Todos eles são sinais de alerta para o refluxo gastroesofágico. Na maioria da vezes, dependendo da gravidade dos sintomas, por meio de uma boa anamnese e um bom exame clínico o médico consegue fincar o diagnóstico. No entanto, por se tratarem de exames diagnósticos invasivos e que causam incômodos, muitos médicos optam pela prova terapêutica (ou tratamento expectante).


Geralmente, os exames mais utilizados são:


 

  • Vídeo endoscopia digestiva alta mais biópsia; ou
  • PHmetria (medindo o PH esofágico durante 24 horas)




Tratamento


Por ser uma doença crônica, o refluxo exige cooperação dos pacientes para uma boa resposta terapêutica. Mudanças de hábitos de vida, com boa alimentação e perda de peso são alguns dos fatores fundamentais para uma melhora do organismo. O tratamento medicamentoso geralmente é dividido em dois grupos:


1. Uso de bloqueadores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, rabeprazol…). Estudos mostram que os inibidores de bomba de prótons são mais eficazes tanto na cura quanto no controle dos sintomas;
2. Antagonistas do receptor h2 cimetidina, ranitidina ou famotidina;
3. Procinéticos (medicamentos que melhoram o esvaziamento gástrico são muito úteis, caso da domperidona, bromoprida e metoclopramida);
4. Tratamento cirúrgico;
5. Em casos mais graves, quando o tratamento clínico não é eficaz, pode-se indicar cirurgia corretiva. O procedimento consiste na correção da hérnia hiatal ou da incontininência do esfincter inferior do eôfago, através da confecção de uma válvula anti refluxo (fundoplicatura com fundo gástrico)



Fica a dica!
 

Cuidado: os sintomas podem parecem com os de outra patologia, como a tosse seca irritativa, um dos principais sinais de refluxo. Sempre consulte o médico antes da automedicação e adote hábitos saudáveis de vida. Dieta correta, atividades físicas e controle do peso podem ajudar no controle dessa e de muitas outras doenças graves. Previna-se!

 


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