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Tudo em excesso...

COLABORADOR Redação   
|   28/11/2017 07:00 ( atualizada 28/11/2017 07:00)   
FOTO Reprodução Internet   
Conheça EROS, estudo de Flavio Cadegiani que explica a síndrome do overtraining e porque fugir da dieta pode ser benéfico ao organismo

Na ciência e na humanidade, existe um bom punhado de coisas descobertas sem querer, como a gravidade, o fogo ou a roda. Com Flavio Cadegiani e Claudio Elias Kater, não foi diferente. Os endocrinologistas estão prestes a apresentar ao público o EROS, Endocrine and metabolic Responses on Overtraining Syndrome, considerado o maior estudo da história da endocrinologia esportiva. O GPS|Brasília conversou com Flávio e explica um pouco do que se trata a pesquisa.

 

Os profissionais começaram com uma investigação específica para entender a síndrome de overtraining, quando um atleta que treina de forma muito intensa começa a fadigar e a perder performance. Porém, de um problema aparentemente mais simples surgiram várias descobertas. “Descobrimos que não há excesso de treinamento e, sim, falta de comida. A restrição alimentícia exagerada faz com que, com o tempo, seja gerada uma descontinuidade de desempenho”, explica o médico. Mas como isso acontece?

 

 

Existe um hormônio chamado GH, também conhecido como hormônio do crescimento, fundamental para o equilíbrio do corpo humano. Nos testes, foi observado que um atleta saudável produz até quatro vezes mais GH do que uma pessoa sedentária. Porém, atletas com overtraining têm seus níveis de produção de GH consideravelmente comprometidos, chegando a ser menores do que os dos próprios sedentários. Ou seja, atletas que treinam demais perdem os benefícios trazidos pelo esporte e têm mais riscos de saúde ou de lesões. A reação pode também ser chamada de descondicionamento paradoxal.

 

De acordo com Cadegiani, uma característica da pesquisa que contribuiu para resultados inéditos foi o método de testes. “Os especialistas costumam testar os grupos observados de forma ativa, com algum tipo de exercício físico. Nós fizemos o contrário, realizando os testes em repouso. Desta forma, os resultados seriam mais justos e exatos, já que obviamente o sedentário ficaria em desvantagem am relação aos atletas praticando alguma atividade”, conta.

 

 

O médico ainda disse que muito do descondicionamento se deve ao excesso de rigidez na alimentação, com muitas restrições e poucas “saídas” da dieta. “Tem pessoas que fazem a famosa dieta low carb e consumem uma quantidade muito pequena de carboidratos. A longo prazo, elas começam a ter um aumento significativo de gordura. Já os que saem com um pouco mais de frequência da dieta tendem a queimar mais gorduras, pois mantém o organismo ativo”, explica.

 

O EROS ainda tem muitas vertentes, descobertas e informações a serem divulgadas. Mas para os que sofrem com o overtraining e estão perdendo resultado e para os que não querem chegar a passar por isso, o endócrino brasiliense dá a dica: “Pode ser benéfico àqueles que têm uma vida muito restrita dar umas pausas na rotina. O segredo é ter equilíbrio”, garante.


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