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Loira, gelada e elegante

COLABORADOR Deborah Sogayar   
|   23/11/2017 16:00 ( atualizada 23/11/2017 16:00)   
FOTO Reprodução   
A cerveja não é mais só apenas um item "de boteco". A complexidade da bebida tem atraído o mercado de luxo e a alta gastronomia

Uma bebida fermentada, feita de produtos naturais e que data das sociedades mais antigas que conhecemos. Com a harmonização correta, desperta na boca sabores inigualáveis.  Dá o tom a coquetéis luxuosos, refresca em dias quentes e anima o happy hour. Não, não estamos falando do vinho. A estrela da vez é a cerveja! Culturalmente associada ao contexto popular, a “gelada” ganha forças na alta gastronomia, assim como a champanhe e a bebida de Baco.

 

Com o intuito de derrubar alguns mitos sobre o assunto, o cientista Charlie Bamforth, presidente do Institute of Brewing and Distilling da Universidade da Califórnia, escreveu o livro Vinhos versus Cervejas. Na obra, o autor faz uma comparação histórica, tecnológica e social das bebidas e demonstra que a cerveja pode, sim, estar inclusa em eventos elegantes e jantares refinados.

 

Andréa Sousa, sommelier especialista em cerveja, explica que, ao ingerí-la, a bebida gaseificada abre nossas papilas gustativas e, seguida de um alimento, proporciona uma explosão de sabores na boca. A profissional também conta que o vinho, diferentemente da cerveja, não resseca o palato e pode distorcer o gosto dos temperos quando acompanhado de comida. Por isso, a harmonização com a “loira” é mais fácil que com a “morena”.

 

Uma coisa é certa: independente do evento, comemoração, ambientação ou quantidade de convidados, é possível apreciar um bom chope de forma luxuosa e elegante, basta saber como combinar a bebida com o alimento. Caso a harmonização seja feita por semelhança, a preferência por saladas e peixes fica a cargo da Lager, que é mais dourada com espuma densa e aroma de pão. Pratos gordurosos, por outro lado, pedem uma cerveja mais alcoólica, como a Belgian Strong Ale, mais caramelizada e frutada.


 

Bebida complicada

 

 

A fabricação da cerveja é bem mais complexa que a do vinho, com mais ingredientes e passos ao longo do processo, fazendo com que tenha um amplo espectro. Há pelo menos quatro ingredientes-chave (água, malte, lúpulo e levedura) e uma possibilidade enorme de complementos opcionais. Cada estágio de produção pode alterar o produto final.

 

Devido à quantidade de variáveis, a análise sensorial da cerveja vai muito além das notas cítricas e do aroma caramelizado. Andréa Sousa conta que a apreciação de um alimento ou bebida começa pela aparência. Por isso, para avaliar uma boa gelada, é preciso ver a cor (do amarelo claro ao preto, passando pelo vermelho, marrom, dourado e âmago), o tamanho da espuma e a transparência. Malte, dióxido de carbono e filtração são, respectivamente, os responsáveis pelas mudanças em cada um dos fatores. Para completar o apelo visual, é essencial colocar o líquido em copos e taças adequados para cada tipo.

 

Paladar 

O paladar, então, contribui para uma análise completa. As mais de 10.000 papilas gustativas da nossa língua detectam se os alimentos ingeridos são salgados, doces, ácidos, amargos ou se tem gosto de umami (causado pelo glutamato). Por fim, o tato é responsável por analisar o corpo da bebida (leve ou pesado), a carbonatação (sensação crocante ou cremosa devido à espuma), a adstringência, a percepção alcoólica (sensação de queimação na garganta), sabor metálico (que indica problemas na oxidação ou na embalagem) e pH, que deve ser ácido.

 

 

As 5 cervejas mais caras do mundo

 

1) Utopias - USD 150

 


 

2) Schorschbock 57 - USD 275

 


 

3) Jacobsen Vintage No. 1 - USD 350


 

4) End of History - USD 765


 

5) Antartic Nail Ale - USD 800

 

 


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