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Movie-se: A Vilã

COLABORADOR Pedro Lira   
|   22/11/2017 13:12 ( atualizada 22/11/2017 13:12)   
FOTO Reprodução   
Novo sucesso do cinema sul-coreano, "A Vilã" aposta em cenas minuciosas de luta e reviravoltas no roteiro

Não é só o K-pop que está roubando a cena cultural internacional. A Coreia do Sul tem se tornado referência em qualidade cinematográfica. Dramas, suspenses e ações coreanas dividem espaço com grandes nomes hollywoodianos em premiações como Cannes, Festival de Veneza e outros.

 

Esse é o caso de A Vilã, mais uma produção do país que chega às telas brasileiras. Dirigido por Jung Byung-Gil e protagonizado pela jovem Ok-bin Kim, o filme foi exibido no Festival de Cannes e concorre ao Blue Dragon Film Award, grande premiação coreana.

 

O longa narra a história de uma jovem que segue em busca de vingança pela morte do pai e do marido. Em seus caminhos, acaba caindo em uma agência de assassinas de aluguel que reforçam o espírito violento e as habilidades marciais da personagem. O roteiro tem ares de Lady Vingança, de Chan-wook Park, de Nikita, de Luc Besson, além de Kill Bill, de Tarantino.

 

Os efeitos especiais são um dos pontos altos do longa. As cenas de ação sofrem o menor número de cortes possíveis, dando uma sensação de realidade, apesar dos absurdos movimentos de luta e da grande quantidade de sangue cinematográfico. A abertura é em estilo POV (ponto de vista), assemelhando o filme a um video-game, em que o telespectador vê tudo pelos olhos da personagem, que adentra um prédio em uma longa e sangrenta cena de ação. O diretor passa por cada detalhe a paixão pelas imagens, o que convence o espectador a comprar a história. A fotografia sempre abraça os atores, dando destaque a cada detalhe da produção. Essa é uma característica comum no cinema coreano.

 

 

Outro ponto positivo é a atuação de Ok-bin Kim, que sozinha consegue segurar a trama. Apesar da história longa, você não se cansa da personagem. Ela vive a vingativa jovem assassina de aluguel, e que precisa atuar dentro do próprio filme (uma metalinguagem), se passando por uma simples viúva e mãe solteira.

 

Apesar do sucesso das cenas de lutas e do passado da protagonista, o filme aposta em vários plot twists, o que o torna quase cansativo. Cada vez que uma verdade é encontrada, descobre-se outra mentira, desdobrando mais o roteiro em um novo drama. Em dado momento, a pergunta que vem a mente é: não acaba?

 

Além disso, é notável o esforço que o filme faz para se tornar comercial. Em A Vilã, o roteiro apresenta uma personagem feminina de poder com vingança, ação, reviravoltas, uma bebê sorridente e até um romance no meio da história. Além disso, há inspiração clara nos violentos filmes de Joon-ho Bong e Chan-wook Park, consagrados nas mostras de cinema internacionais.


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