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Pedida oriental

POR Pedro Lira   
|   22/11/2017 08:07 ( atualizada 22/11/2017 08:07)   
FOTO Reprodução   
Em plena ascensão cultural, Coreia do Sul se aproxima cada vez mais do ocidente e é considerada novo point turístico

Templos budistas, hanbok, k-pop, palácios centenários e edifícios modernos. Para um brasileiro, pisar em Seoul, na Coréia do Sul, é um verdadeiro choque cultural. O país, próximo local a sediar as Olimpíadas de Inverno, é um dos destinos que está em alta entre os brasileiros.

 

Graças ao K-Pop, estilo musical que roubou a cena nos quatro cantos do mundo, a Coreia se tornou um dos destinos mais procurados para turismo e intercâmbio nos últimos anos. Cheio de riquezas culturais, é atualmente grande parceiro do Brasil na economia, sendo um dos maiores importadores de minério de ferro brasileiro.

 

Em Brasília, a embaixada da Coreia do Sul ofereceu este ano um jantar com o objetivo de estreitar a relação entre brasileiros e coreanos. O casal de embaixador Sr. Jeong Gwan Lee e Sra. Park Jong Ran impressionou os convidados ao se apresentarem com roupa típicas do país: hanbok azul e rosa.

 

 

O K-Pop

 

 

Não há como negar a ascensão dos coreanos na cultura pop. Desde Gangnam Style, do Psy, lançado em 2012, o estilo está bombando nas paradas musicais. O pop coreano é responsável por ditar tendências de moda, estilo e comportamento, incluindo boybands e girlbands dos mais variados estilos: batidas pop com bases de música eletrônica, hip-hop, rock e outros estilos.

 

Só em 2018 mais de seis grupos do estilo se apresentaram no Brasil, todos com sucesso de público. Nos palcos, K.A.R.D, BLANC7, DreamCatcher, Stellar, 24k, MASC e outros. Pegando o gancho nessa febre, a Embaixada da República da Coreia oferece em novembro aulas do estilo musical. Com quatro módulos voltados para iniciantes, os brasilienses aprenderão sobre coreografias sincronizadas, melodias e batidas com forte influência do hip-hop americano.

 

Fã declarado do estilo, o brasiliense Rick Lago sonha em passar uma temporada na Coreia do Sul. "Eu amo a cultura coreana! Conheço o K-pop desde o final de 2009 e com toda certeza eu amaria passar um tempo na Coreia do Sul", diz.

 

 

Estudos

 

Já pensou em estudar coreano e optar pelo intercâmbio em Seoul? Segundo o Centro Cultural Coreano, a cultura cada vez mais pop gerou uma maior procura por aulas do idioma. Paulo Bello, franqueado de uma das unidades da World Study, encontrou uma instagrammer do segmento chamada Thais Midori e fez o convite para um intercâmbio na Coréia do Sul durante 4 semanas. Após o fechamento dessa viagem, a World Study recebeu mais de 3 mil contatos interessados em realizar a viagem junto à influenciadora. Unidades espalhadas pelo país inteiro passaram a negociar as viagens.

 

A escola fica em Gangnam (que em coreano significa, "ao sul do rio"; no caso, o rio Han, que divide a cidade). Estudar coreano em Seoul é aproveitar a folga para conhecer o COEX. De longe, o maior centro de entretenimento de Gangnam. Ali se misturam arranha-céus modernos, restaurantes, espaços para eventos, teatros e até um centro de compras, o Hyundai Mall, o maior shopping center do país.

 

Gastronomia

 

 

A abertura cultural da Coreia também gerou uma popularização da gastronomia do local. Só este ano, três festivais abertos ao público serviram comida do país asiático em são Paulo. O último deles atraiu 15 mil pessoas.

 

Entre os pratos mais populares, destaque para bulgogi suíno com molho de pimenta, macarrão de batata-doce, doce de arroz com nozes e a cachaça de arroz. “Podemos gastar meses preparando uma carne. Fazemos com carinho, não comemos fast-food” conta Park Jong Ran, embaixatriz coreana. A gelatina de feijão mungo com legumes e carne é seu prato favorito.

 

Moda

 

Diferente da moda japonesa, com apelo adolescente e pop, a Coreia do Sul produz uma moda completamente diferente. Segundo o designer de moda Akihito Hira, a moda da Coreia, além de muito refinada e rica em alfaiataria, tem mais referências internacionais. "Eles têm um estilo contemporâneo, mas com uma leitura de clássico. A moda coreana tenta traduzir isso de uma forma que bebe um pouco da fonte europeia, na forma de se vestir e de se comunicar como linguagem", explica.

 

 

Na moda asiática como um todo, é comum notar acessórios chamativos e roupas que podem ser usadas tanto por homens como mulheres. Akihito acredita que a questão de gênero nesses países é muito aberta, com pouca divisão segmentada. "Eles conseguem fazer uma mescla, independente de gênero. Você pode vestir o que te faz se sentir bem como uma forma de pensar, uma linguagem ou até mesmo um pensamento completamente diferente do que vemos aqui nas Américas", explica.

 

Cinema

 

 

Outro espaço que a Coreia tem tomado é o das telonas. É cada vez mais comum as produções coreanas dividirem espaço com os grandes sucessos de Hollywood. Não só nos cinemas, mas também nas grandes premiações. Seja de diretores que hoje vivem nos EUA ou residentes da Coreia, os longas são produções originais ou remakes de grandes sucessos.

 

Alguns exemplos são o Segredos de Sangue (Stoker, 2013), dirigido por Chan-Wook Park, Expresso do Amanhã (Snowpiercer, 2014), de Joon-ho Bong, O Último Desafio (2013), assinado por Jee-woon Kim e o remake de Oldboy (2013), dirigido por Spike Lee em uma adaptação direta ao clássico de Chan-Wook Park.


Os mais recentes nos cinemas são A Criada, de Chan-Wook Park, que concorreu ao Palma de Ouro em Cannes no ano passado. Age of Shadows, de Jee-woon Kim, foi selecionado para representar a Coreia no Oscar. Já Okja, grande sucesso da Netflix, tem direção de Joon-ho Bong. Mais um que entra em cartaz no cinemas nesta quinta-feira, 23,  é A Vilã, de Byeong-gil Jeong. Apesar de não ser de um dos diretores queridinhos do país, o realizador representa bem o cinema coreano.

 


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