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Corpo e equilíbrio

COLABORADOR Pedro Lira   
|   20/11/2017 07:00 ( atualizada 20/11/2017 07:00)   
FOTO Cortesia   
Apresentador e nutrólogo Flávio Passos dá dicas sobre como seguir uma alimentação saudável: rotina alimentar e não tentar ser perfeito

Uma frase simples de Hipócrates, o pai da Medicina, inspirou a transformação na vida de um jovem de 15 anos. Até então obeso e com vários problemas de saúde, ao ler a citação "faça do seu alimento o seu remédio. Faça do ato de comer um auxiliar da saúde", Flávio Passos decidiu reinventar-se. Aos 35 anos, tornou-se especialista em nutrição e apresentador do programa Comer Bem, que Mal Tem? do canal Sony, em que defende com veemência a filosofia de que saúde e felicidade estão intimamente ligadas.

 

"Saúde não é a falta de sintomas, mas sinônimo de equilíbrio, satisfação, prosperidade. Ao entender que ela faz parte das finanças, da área mental, emocional, dos relacionamentos, você percebe que saúde e felicidade são a mesma coisa", afirma.

 

Para quem acha que a vida de Flávio é apenas programas de televisão e receitas saudáveis, o nutricionista surpreende. Passos é fundador da empresa Pura Vida, fábrica dos chamados super alimentos. “Costumo dizer que só ofereço aquilo que eu mesmo usaria.”

 

Fruto de um estudo de mais de 20 anos, os produtos buscam atingir pessoas que querem uma vida saudável, mesmo àquelas com o estilo de vida em que tempo é dinheiro. A marca oferece alimentos frescos e de produção de origem orgânica. Entre os destaques estão as microalgas Clorella, Spirulina, consideradas umas das mais nutritivas do mercado; e a Maca Golden, única do Brasil que não é misturada a outras farinhas. Para o futuro, Flávio adianta que a marca lançará o chocolate ao leite de coco.

 

Além disso, o livro de autoria do nutrólogo - Comer bem, que mal tem? - apresenta 21 receitas práticas e rápidas que apresentam baixo nível de carboidratos e com alto teor de gorduras naturais saudáveis.

Comida de verdade: canelloni de beringela e sopa de abóbora com leite de coco

 

A descoberta do caminho

 

Flávio nasceu em uma família em que não havia a preocupação com alimentação saudável. Os pais, trabalhadores caóticos da vida moderna, passavam os dias fora de casa e quem cuidava do pequeno era uma babá, que, por sua vez, não tinha a menor noção de cozinha. O menino foi criado à base de comida industrializada. Macarrão instantâneo, enlatados, bolachas e refrigerante. 

 

Aos 15 anos, o mineiro de Belo Horizonte foi diagnosticado com cirrose hepática, asma crônica, obesidade, síndrome do intestino irritado, déficit de atenção, entre outros problemas. "Eu não era feliz. Não dormia bem, não tinha energia para estudar, para praticar esportes, não fazia nada", lembra.

 

Com visitas frequentes a médicos, que receitavam remédios e mais remédios, Flávio, ainda jovem, sentiu que precisava fazer algo por ele mesmo. “A minha vida tinha que ser mais do que aquilo. Mudei tudo por uma iniciativa pessoal e por necessidade", relembra.

 

Flávio não nega que, no começo, a transição para uma alimentação equilibrada foi difícil. "Ainda jovem, à medida que fui deixando de comer algumas coisas me dei conta de como era viciado, principalmente em açúcar". Na época, a saída foi superar os limites. "Eu me forcei. Com o tempo me dei conta de que se tivesse uma estratégia seria mais fácil", conta. 

 

Hoje, casado e residente do litoral paulista, Flávio é pai da pequena Sol, de oito anos. A rotina da filha do especialista em alimentação saudável não é perfeita. O foco é na “espinha dorsal da dieta” com alimentos orgânicos e nutritivos. Na casa dos Passos não entram industrializados, nem refrigerantes. "Mas, é claro que na casa dos coleguinhas e em festas, não vamos mandar uma lancheira com a comida dela. A criança é livre para experimentar as coisas, a vida é assim."

 

Comida de verdade: panqueca verde e torta de pistache

 

Caro x barato

 

A velha conversa de que uma alimentação boa e saudável custa caro é logo derrubada por Flávio por meio de uma diferente perspectiva. "Comida boa não é cara, a ruim que é barata."

O nutricionista explica que, para ter um bom preço na comida industrializada, essa é produzida em larga escala, sacrificando a qualidade. "Produto natural, fresco, artesanal não é caro. É o preço real que o alimento bem cultivado vale".

 

Acompanhando a vertente, um estudo da Euromonitor Internacional mostrou que o Brasil já ocupa a quinta colocação no ranking de vendas de alimentos e bebidas saudáveis. Entre 2009 e 2014, o mercado de alimentação voltada à saúde cresceu 98% por aqui. Em 2015, o mercado mundial do setor movimentou mais de USD 27 bilhões e nos próximos anos deverá crescer cerca de 20%.  

 

"Comida boa não é cara, a ruim que é barata"

 

Tais dados animam quem cozinha em casa. Preparar uma boa refeição caseira pode custar mais barato do que comer na rua. A dica é saber se programar, seja cozinhando em um momento reservado do dia, seja uma vez na semana, congelando os produtos. "Opções de comida boa e acessível são várias, como ovos, legumes e tantas outras. O problema é que as pessoas se acostumaram aos baixos valores dos industrializados.”

 

Mudança mundial

 

Segundo o relatório The Top 10 Consumer Trends for 2017, que analisa  tendências, há uma inclinação dos consumidores pelos itens considerados saudáveis. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados estão dispostos a gastar mais para obter esse ganho; 79% já substituem produtos da alimentação convencional; 28% acham importante consumir alimentos com alto teor nutricional; 22% optam por comprar alimentos naturais sem conservantes; 44% dão preferência a produtos sem corantes artificiais; 42% optam por itens sem sabores artificiais.

 

Há 20 anos, quando Flávio começou as pesquisas, ninguém conhecia muito a respeito. Comida natural na época era arroz integral. "Hoje temos superalimentos, comida fresca, concentrados, cada dia mais presentes na rotina das pessoas", defende.

 

Ayurveda, low carb, funcional

 

"Todo conhecimento precisa ser vivido, se não ele é vazio". É com essa filosofia que Flávio estuda e testa diferentes perspectivas sobre nutrição. Passou pela ayurveda, nutrição funcional, macrobiótica chinesa, vegetarianismo, alimentação crua e dieta low carb. Por fim, decidiu-se por integrar todos os sistemas. “Busco comer o que nossos ancestrais comiam: pouco açúcar, pouco óleo e alimentação minimamente processada, que faz uso de todos os reinos: fungos, vegetais e animais".

 

Além do low carb, o vegetarianismo está entre as dietas favoritas. "Admiro a ideia de minimizar o sofrimento dos animais e o impacto no planeta que essa indústria causa". A verdade é que Flávio não se opõe a nada. "É legal não escolher um caminho, mas perceber que eles têm muito mais semelhanças do que diferenças."

 

Nunca é tarde para mudar os hábitos. "Todo mundo começa por algum lugar", diz Flávio. Para ajudar, o especialista escolhe três alimentos para tornar aliados na busca por saúde, e três que devem ser excluídos de quem busca um corpo pleno. São eles:

 

Vem com tudo

 

Coco: Tudo o que vem do coco é ótimo: a água, a castanha cheia de fibras e até o óleo.

 

Legumes e verduras: vegetais de baixo amido são bons, baratos e muito nutritivos. Os melhores exemplos são rúcula, abobrinha e brócolis.

 

Peixes não criados em cativeiro: é um alimento extremamente nutritivo, principalmente a sardinha. Até mesmo a enlatada. É uma pedida simples que considero um dos melhores alimentos do planeta.

 

Deixe de lado

 

Açúcar: o maior destruidor da saúde. O açúcar industrializado é o principal item que precisamos tirar da alimentação.

 

Óleos ultraprocessados: seja de soja, milho, canola ou margarina. São alimentos que devem ser eliminados e não combinam com conceito saudável.

 

Embutidos: salsichas, salames, presuntos e variados. Para mim são sinônimos de alimentos processados sem nenhum critério de qualidade.

 

Com experiência e conhecimentoFlávio Passos organizou as três principais dicas para quem busca um novo estilo de vida.

 

  • primeira é elaborar uma rotina alimentar em que seja possível dar para o corpo uma variedade de alimentos ricos e saudáveis. Dessa forma, a comida ideal irá satisfazer as necessidades nutricionais e gerar saciedade. "Em vez de lutar contra a fome, você preenche as necessidade do organismo e ele deixa de demandar os velhos hábitos".

 

  • segunda dica é ainda mais valiosa. "Não se preocupe em ser perfeito. Se houver uma base alimentar saudável e equilibrada, não há problema em abrir exceções. É mais gostoso viver se permitindo sair e comer algo que não é ideal ou perfeito de vez em quando". Pequenos desvios não vão te maltratar.

 

  • terceira é sempre ter atenção. "Prestar atenção na nossa rotina é fundamental. Quando você sabe o que está comendo, se dá conta de que não é uma porção de fritas que vai te tornar mais completo ou feliz", diz. Segundo o especialista, é superficial a significação de prazer que criamos sobre a comida. "Transformação de hábitos, sobretudo alimentares, amadurece com o tempo. Estabelecer metas como 'amanhã não como mais tal coisa' só dificulta. É a flexibilidade que te permite amadurecer”.

 

SERVIÇO

https://flaviopassos.com

@flaviopassos.puravida

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