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Novembro Azul

COLABORADOR André Braga   
|   16/11/2017 13:59 ( atualizada 16/11/2017 13:59)   
FOTO Reprodução   

O câncer de próstata é a segunda maior causa de morte pela doença no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Só fica atrás do câncer de pulmão. No ano passado, mais de 60 mil novos casos aconteceram no país. Exatamente por isso, o mês de novembro foi o escolhido para a campanha nacional de conscientização conhecida como Novembro Azul (nas redes sociais, #NovembroAzul). Diagnosticada no início, esse tipo de câncer tem até 90% de chance de cura. 

 

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino. Está localizada abaixo da bexiga e na frente do reto e da uretra. Em geral, o tumor nessa região cresce de forma lenta. Para se ter uma ideia, cerca de 80% dos homens com mais de 80 anos que morreram por outro problema de saúde nem sabiam que tinham a doença.

 

Essa enfermidade está fortemente relacionada à idade. Houve um nítido aumento na longevidade em território nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa geral de vida no país é de 75,5 anos. Isso faz com que a incidência ds casos aumente a cada ano. É muito que homens  com menos de 45 anos tenham câncer de próstata, dividido em cnco tipos. O principal e mais comum é o adenocarcinoma, desenvolvido nas glândulas produtoras de sêmen. Os outros são  carcinoma de células pequenas e de células transicionais, sarcoma e tumores neuroendócrinos.


 

Preste atenção

 

Alguns fatores biológicos e de rotina são potenciais riscos para o surgimento do câncer de próstata. Idade avançada, genética familiar e doenças sexualmente transmissíveis (principalmente gonorreia) são alguns dos exemplos. Uma dieta rica em carne vermelha e falta de vitamina D também pode resultar em problemas na glândula.

 

Em fase inicial, o mal é assintomático (não apresenta sintomas tão claros). No entanto, se sentir algum desses sintomas, ligue o sinal de alerta: 

 

  • micção recorrente (urinar frequentemente)
  • nictúria (aumento da frequência urinária à noite)
  • disúria (micção dolorosa)
  • incontinência urinária
  • hematúria (sangue na urina) 
  • dificuldades de ejaculação e ereção



Recomendação médica

 

O toque retal e a dosagem do PSA são dois exames simples - porém fundamentais! - para orientação e prosseguimento do diagnóstico. Se algum dos resultados apresentar alteração deve-se aprofundar a investigação a partir de ultrassonografia ou biópsia. Exames mais sofisticados, como cintilografia óssea, tomografia computadorizada e ressonância magnética existem para detectar se a neoplasia está restrita à próstata ou se acometeu também os gânglios linfáticos, pelve e outras partes do corpo.


 

Para iniciar o tratamento, é preciso classificar o câncer de próstata dentro do escore de Gleasom (de acordo com sua aparência microscópica), que vai definir o tipo de tratamento ideal.  Radioterapia, radiação externa, braquiterapia, terapia hormonal, cirurgia de remoção dos testículos, prostatectomia (retirada da próstata), quimioterapia ou uso de medicamentos que param ou bloqueiam a produção de testosterona são algumas das armas disponíveis para combater à doença.


 

Fica a dica!

 

Não custa repetir: a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são os melhores caminhos para um bom prognóstico. Todo homem acima de 50 anos deve realizar consultas e exames específicos anualmente, checagem do PSA e exame de toque retal. Em caso de qualquer suspeita, uma biópsia do tecido prostático deve ser realizada. Pacientes com alto risco e genética familiar precisam se prevenir a partir dos 40 anos de idade. 

 


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