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Movie-se: Liga da Justiça

COLABORADOR Pedro Lira   
|   15/11/2017 09:00 ( atualizada 15/11/2017 09:00)   
FOTO Reprodução   
Zack Snyder acerta o tom e entrega "Liga da Justiça" à altura de "Mulher Maravilha", superando outros filmes da DC Comics

O que torna uma sociedade boa? O que controla a criminalidade: a esperança em algo bom ou o medo de punição? Apesar de toda a polêmica em cima do personagem, Superman é o símbolo dessa bondade na sociedade. Pelo menos é o que a concepção do personagem mostra: bondade, ética, esperança. A contraparte do obscuro Morcego de Gothan, Batman.

 

Após a morte do herói em Batman Vs Superman: Origem da Justiça, o mundo se encontra em uma crise existencial. A morte do kryptoniano é o ponto de partida para o aguardado Liga da Justiça. Na trama, Batman reúne um time de heróis para fazer o trabalho de Kal-El. Na equipe estão Mulher Maravilha, queridinha do público, Cyborg, Aquaman e Flash. O time seria a formação original da Liga, não fosse o desastre de Lanterna Verde, que acabou por tirar o personagem do roteiro do filme.

 

Após o nada bem avaliado Batman Vs Superman, seguido por Esquadrão Suicida, também falha na crítica, os fãs estavam preocupados quanto ao resultado de Liga da Justiça. No entanto, o sucesso do filme solo de Mulher Maravilha, dirigido por Patty Jenkins, rendeu um equilíbrio: estava nas mãos de Liga da Justiça dizer se o universo cinematográfico da DC, atrasado se comparado ao da Marvel, veio ou não para ficar.

 

O veredito é: sim!

 

 

Depois de apostar em uma comédia fraca em Esquadrão Suicida e um excesso de obscuridade em Batman Vs Superman, parece que a Warner acertou o tom. O filme aposta nas cenas de ação, que são várias e muito bem dirigidas, cheias de efeitos especiais que transportam o telespectador para as páginas de quadrinhos.

 

Como era esperado, a introdução de personagens chaves, como Cyborg, Aquaman e Flash, foi sucinta, mas no ponto certo. Gerou curiosidade para seus filmes solos, assim como foi suficiente para criar simpatia pelos heróis.

 

Flash, que é o alívio cômico do filme, em nenhum momento se passa por estúpido para gerar uma comédia tosca (conhecida nos filmes da Marvel). Os momentos de graça acontecem naturalmente, pela inocência do personagem, bem como pela jeito bruto de Aquaman, que gera um outro tipo de comédia.

 

Mais uma vez, as Amazonas roubam a cena e recheiam o filme com todo o #GirlPower que a sociedade tem exigido das produtoras de filmes e séries. E que girl power! Um certo drama sobre a liderança surge quando os heróis encaram a falta de Superman. Mulher Maravilha dá um show.

 

Outro destaque é a trilha sonora do longa. As músicas dos personagens que já estão consagradas, como a da Mulher Maravilha, Batman e Superman, se uniu a dos outros personagens. Flash, apesar de ser coadjuvante, sai do filme como um personagem formado, cheio de histórias a serem contadas em seu próprio filme. O mesmo acontece com Cyborg e Aquaman.

 

O ponto fraco do longa segue sendo o vilão. Assim como em Mulher Maravilha, que os antagonistas não sabem bem ao que vieram e nem o que querem. Lobo da Estepe só existe para trazer o caos ao mundo. O vilão tem um passado e o desejo de futuro, mas em nenhum momento passa disso: ele só está lá para ser derrotado pela Liga da Justiça.


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