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As manas, as minas e as monas

COLABORADOR Deborah Sogayar   
|   15/11/2017 07:00 ( atualizada 15/11/2017 07:00)   
FOTO Cortesia   
Coletivo de DJs em Brasília faz barulho não só nas pistas, mas também entre os movimentos em prol das mulheres

Muitas vezes, o mercado de trabalho pode se assemelhar a um tanque de tubarões. Principalmente para as mulheres, que sofrem assédios diários e passam por situações constrangedoras em espaços profissionais. Essa situação acarreta diversos prejuízos, não só na qualidade do produto e na produtividade, mas na saúde e bem-estar da vítima. A solução encontrada para esse problema é a sororidade, isto é, a união e aliança entre mulheres baseada na empatia e companheirismo. 

 

Compondo esse cenário, o setor da música eletrônica sofre com sexismos (como falamos recentemente aqui). Bem se sabe, Brasília é uma cidade que respira cultura e que tem muitos talentos ainda não revelados. Assim, surge o palco para o nascimento do coletivo M.A.N.A.S, Mulheres Aliadas Na Afinidade Sonora. Formado por oito DJs, o grupo faz barulho não só nas pistas, mas também nos movimentos que valorizam as mulheres. "O M.A.N.A.S não é só sobre ritmo, musicalidade e pista de dança. É sobre fazer ecoar mais forte o som e a atitude das DJs dessa cidade. É sobre oportunidade, visibilidade, inclusão e reconhecimento igualitário", afirma a publicitária e DJ Camila Jun, idealizadora do projeto.

 

Camila acredita que a música tem o poder de conectar as pessoas, independente do sexo. Após conversar e trocar experiências com artistas próximas, o grupo se reuniu disposto a encarar o desafio de ressignificar a participação feminina na cultura alternativa da capital. “Se a música conecta as pessoas, as oportunidades na cena não podem ser segregadoras”, destaca.

 

O line up que surge da união é bastante diversificado, com hip hop, rap, disco, house, techno, entre outras vertentes sonoras. "O respeito à diversidade, a valorização individual de cada integrante, a paixão pela música, o cuidado com a qualidade técnica e a valorização do trabalho feminino na cena é o que move o grupo", conta Camila.


 

Conheça quem faz parte do M.A.N.A.S:

 

DJ Donna

 

 

A artista começou a movimentar a capital como a primeira DJ mulher a se destacar na cena de Brasília em meados de 2001. De lá pra cá, o currículo só aumentou de tamanho. Donna já foi selecionada para a Red Bull Music Academy e tocou em grandes festivais espalhados pelo país. Atualmente, discoteca nas maiores festas da cidade, é produtora, curadora e fomentadora cultural. O repertório da artista é vasto. Vai desde hip hop, ragga, afro house e suas vertentes até o samba rock, funk soul, jazz e chorinho.

 

 

DJ Janna

 

 

Foumou-se em 2011 pela Da Bomb, marca presença em grandes festas e eventos na cidade e pelo país. Sempre aprimorando suas técnicas, vem conquistando reconhecimento no movimento hip hop e, atualmente, é DJ do grupo de rap Belladona. O repertório versátil e aprimorado constantemente vai do rap underground ao comercial, incluindo outros estilos do bass music.

 

 

DJ Paula Torelly

 

 

Jornalista de formação, Paula encontrou na música a maneira ideal para expressar sua criatividade. Ela toca desde 2015 e vem se destacando pela versatilidade em seus sets, que variam entre o R&B, hip hop, reggaeton, trap e funk. É residente em casas conhecidas da cidade, como Raro Lounge e a festa Metadinha, além de tocar em grandes festas da cena.

 

 

DJ CXXJU

 

 

CXXJU, ou simplesmente Caju, é uma das revelações da cena de Brasília. Em apenas dois anos, passou por eventos de peso em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A pesquisa musical é uma de suas características marcantes e, assim, ela busca incorporar sons irreverentes, dançantes e periféricos, movimentando a cena da cidade.

 

DJ Camila Jun

 

 

A idealizadora do coletivo sempre teve a música como motivação para suas realizações. Com um conhecimento musical amplo e diferenciado, também tem na pesquisa seu elemento singular. Após 13 anos exercendo a profissão de publicitária, Camila decidiu, neste ano, profissionalizar um desejo antigo e começou a discotecar na cidade. Seu repertório privilegia a disco music e o funk soul, passando também por ritmos da música negra.

 

 

DJ Dai Monteiro

 

 

Apaixonada pela música, desde cedo aprendeu a absorver diferentes influências. A curiosidade na exploração de novos sons a levou ao eletrônico. Em 2015, foi vencedora do primeiro concurso de DJs da cidade. Sua pesquisa é baseada nas diferentes sonoridades e vertentes do techno. Além de discotecar, também é colaboradora em sites especializados sobre música, comportamento e vida noturna.

 

NimiC

 

 

Essa é a única dupla do coletivo. Desde 2015, as DJs Deborah Paranhos e Patrícia Branco agitam as melhores baladas brasileiras sob o nome de NimiC. Com misturas envolventes, bass pesados e grooves marcantes, a dupla tem repertório calcado no techno, tech house, deep house e nu disco.

 


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