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Ceto quem?

COLABORADOR Redação   
|   12/11/2017 07:00 ( atualizada 12/11/2017 07:00)   
FOTO Reprodução Internet   
Conhece a dieta cetogênica? O especialista Rodrigo Polesso lista três mitos e três verdades sobre esse tipo de alimentação

Você já ouviu falar na dieta cetogênica? Nos últimos tempos, a nova modalidade alimentícia, muito parecida com a famosa low carb, tem dado o que falar e ganhado muitos adeptos. Trata-se de um estilo de alimentação que restringe ao máximo a ingestão de carboidratos e priorizando as gorduras. De acordo com Rodrigo Polesso, especialista em Nutrição Otimizada para Saúde e Bem-Estar pela Universidade Estadual de San Diego, Califórnia (EUA), esta forma de se alimentar traz muitas vantagens e benefícios. No entanto, ele alerta para que seja abandonado o conceito de dieta temporária. “Muitas pessoas pensam em passar alguns dias ou semanas com uma alimentação específica, e depois voltar ao normal, mas o ideal é utilizar o conceito de alimentação e estilo de vida”, explica.

 

Como a dieta cetogênica é cercada de muitas dúvidas e informações, o profissional listou três mitos e três verdades sobre a alimentação, explicando também o porquê do emagrecimento causado por ela.

 

Mito 1: Dieta cetogênica exige consumo zero de carboidrato

Segundo o especialista, a ideia do consumo zero de é praticamente impossível. "Seguir uma dieta cetogênica significa reduzir bastante o índice de carboidratos, mas as verduras e legumes terão alguma quantidade deles”, explica. Caso o modelo de alimentação seja seguido à risca, serão consumidos cerca de 20 gramas de carboidratos por dia. “Isso já vai ser o suficiente para que o corpo entre em estado de cetose”. De acordo com o profissional, cetose é o momento em que o corpo começa a consumir os ácidos graxos, ou seja, a gordura do corpo como fonte de energia, devido à ausência de carboidratos.

 

Mito 2: Basta comer apenas proteínas

De acordo com Polesso, o excesso de proteína pode ser convertido em glicose pelo corpo. Apesar de exigir uma presença grande de carnes, ovos, peixes, laticínios integrais e frutos do mar, a dieta cetogênica também conta com a presença de alimentos de baixo índice glicêmico, como folhas, nozes e castanhas, manteiga, gorduras de boa qualidade (como óleo de coco e azeite de oliva), frutas de baixo índice glicêmico em moderação (como mirtilos, amora e morango), e bebidas como café e chá. “O que aumenta bastante é o consumo de gorduras saudáveis de origem animais e vegetal, um macro nutriente que, ao contrário das crenças de tanta gente, não engorda”, completa.

 

Mito 3: É uma dieta complexa de seguir

O especialista destaca que, na verdade, não há complexidades para seguir este tipo de alimentação. “De forma geral, basta restringir o consumo de carboidratos, alimentos industrializados e refinados, e consumir alimentos verdadeiros”, explica. Polesso também destaca que, mesmo assim, é importante ter o acompanhamento de um profissional. Uma desvantagem que torna a dieta mais desafiadora é tentar ficar imune às substâncias comestíveis que encontramos no supermercado. “É desafiador ficar imune a tudo isso e limitar a alimentação, mas com esforço é possível, e depois de um tempo você sente o quanto faz mal consumir produtos industrializados”.

 

 

Verdade 1: Qualquer um pode fazer

Não há qualquer tipo de restrição quanto à dieta cetogênica. “As pessoas que mais se beneficiariam deste estilo alimentar são aquelas que visam perda acelerada de peso, diabéticos e pessoas que sofrem de problemas relacionados à síndrome metabólica”, resume Polesso, destacando sempre a importância do acompanhamento médico, especialmente no caso dessas doenças.

 

Verdade 2: É preciso esperar o corpo “se acostumar”

O corpo precisa de um período de adaptação quando mudanças bruscas são feitas na dieta. “Muita gente que muda a dieta de repente precisa saber que, nas duas semanas seguintes, o corpo pode sofrer alguns efeitos depois de tantos anos acostumado a consumir tanto açúcar”, explica. Polesso compara a situação com a abstinência que fumantes sentem quando param de fumar, por exemplo, que exige um tempo para que o corpo comece a se sentir melhor. “Se você não se sentir com energia e disposição no começo, saiba que em breve seu corpo vai se acostumar e se sentir melhor”, completa.

 

Verdade 3: Não existe risco de ter cetoacidose

Polesso conta que o excesso de corpos cetônicos é eliminado na urina, ao contrário do que muitos pregam, e o excesso que causaria a chamada cetoacidose não é causado pela alimentação. “Alguns desses corpos cetônicos que não foram utilizados são liberados na urina”, completa, reforçando que não é preciso ter medo da produção destes elementos. “O conceito da dieta Cetogênica é antigo e comprovado pela ciência”.

 

Fonte: Sigma Six Comunicação


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