GPS | COTIDIANO

Eu, empreendedora

COLABORADOR Deborah Sogayar   
|   11/11/2017 07:00 ( atualizada 11/11/2017 07:00)   
FOTO Cortesia   
Com menor número de mulheres no mercado de trabalho do Brasil, DF recebe convenção de empreendedorismo feminino

Nos últimos 50 anos, as mulheres deixaram de atuar apenas no ambiente doméstico para também se lançarem no mercado de trabalho. Os avanços nas leis trabalhistas, o crescimento da industrialização e o contínuo processo de urbanização permitiram o aumento dessa mão de obra. Segundo dados do governo federal, em 2007, as mulheres representavam 40,8% do mercado formal de trabalho. Em 2016, passaram a ocupar 44% das vagas no Brasil. 

 

De olho nessa constante ascenção, a Business and Professional Women (BPW) organiza anualmente a Convenção da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (Confam). O encontro reúne mulheres de todo o país que, de alguma forma, transformam o mundo profissional. A presidente da BPW Brasília, Cristina Mello afirma que todas são bem-vindas. "Nós agregamos qualquer tipo de mulher, pois todas nós somos de negócios, sejam elas ligadas ao empreendedorismo, profissionais autônomas e algumas de negócios", afirma a empresária que também é empreendedora social. 

 

O evento é um dos mais importantes na luta pelo reconhecimento da mulher empreendedora e que ocupa cargos de chefia em empresas e representações política. Nesta edição,  realizada entre os dias 11 e 14 no San Marco Hotel, o tema é "Mulheres transformando o mundo" e a discussão gira em torno do papel da mulher no enfrentamento dos desafios globais. 

 

 

Brasília em foco

 

O Distrito Federal é a unidade da federação com menos percentual de mulheres em atividades formais, elas são apenas 39% do total. É o que revela o levantamento do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Percebendo essa situação insatisfatória, Cristina Mello sentiu a necessidade de trazer novamente o evento para a capital. 

 

Essa é a terceira vez que Brasília sedia a Confam. A última vez foi há 10 anos e, de lá para cá, muita coisa mudou. A palestrante convidada, Cosete Ramos explica que as mulheres que transformam o local de trabalho hoje estão em outro patamar de luta e de responsabilidades no mercado. "A mulher hoje é muito mais consciente dos seus deveres, dos direitos fundamentais, lutando para cada vez mais encontrar seu local de trabalho", pontua. Ela, que é doutora em Educação e autora de mais de 50 livros, diz que é impossível listar todos os nomes daquelas que impactam a sociedade brasiliense, mas ressalta a diversidade dos empreendimentos. 

 

Na área social, por exemplo, Cosete destaca Ilda Peliz, presidente da Abrace, com seu trabalho íntegro na luta contra o câncer. Quanto à área de negócios, lembra de Janete Vaz e Sandra Costa, donas do laboratório Sabin. Já no comercial, ela diz que se encanta com o trabalho da estilista Kátia Ferreira, da loja Apoena. Nesta última, a empreendedora viaja o mundo mostrando o trabalho de bordadeiras brasilienses que produzem artesanalmente os produtos da marca.

 

Into the wild

 

Além das mulheres, o cerrado é a grande estrela do show. Em homenagem ao bioma, a Confam traz uma galeria de arte com peças que remetem à temática para dentro do espaço, além da ambientação com flores típicas - que, inclusive, também estamparão as camisetas do evento. A fim de incentivar ainda mais a valorização do cerrado, cada presidente das delegações estaduais vai receber uma semente de flor do cerrado. A intenção é plantá-las, todas, em janeiro do próximo ano. 


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