GPS | CULTURA

Arte, tecnologia e ficção

COLABORADOR Redação   
|   01/11/2017 07:00 ( atualizada 01/11/2017 07:00)   
FOTO Naiara Pontes   
Inspirada na hipótese de teletransporte, mostra "Teleport City” desembarca no Museu Nacional da República

Nada de avião, carro, ônibus, trem ou metrô. Já imaginou como seria o mundo após o advento do teletransporte? Esse utópico "novo cenário", com espaço a tecnologias e eventos inéditos, é inspiração da mostra Teleport City, da artista brasiliense e arquiteta Gabriela Bilá. De 14 de novembro a 5 de dezembro, Brasília recebe o projeto no Museu Nacional da República e convida o espectador à fantasia e à reflexão sobre um futuro provável, ao qual somos conduzidos pelos caminhos venturosos da Arte e Tecnologia.

"Se o teletransporte existisse e fosse possível, o que aconteceria a partir daí?" A partir desta pergunta, Gabriela Bilá lida, na mostra, com uma série de hipóteses sobre o mundo depois desse advento. Novas formas de morar, transformações no espaço urbano, relações entre histórias e culturas, movimentos sociais pela defesa do ciclo biológico da vida humana, novas patologias – enfim, questões cotidianas, culturais, sociológicas e antropológicas encontram-se cingidas por uma trama futurista.



O projeto é composto por cinco instalações, publicação impressa, intervenção urbana e trilha sonora:

MUNDO MOSAICO (Maquetes, vídeo mapping + reconhecimento RFID) - A obra simboliza a nova geografia do Teletransporte, onde as distâncias geográficas importam menos que o desejo individual, e é composta por 35 maquetes volumétricas de cidades do mundo, que são colocadas em justaposição criando um contraste de percepção das diferentes configurações urbanas espalhadas pelo mundo. Cada uma das 35 maquetes possui projeção mapeada que lhes acrescenta novas camadas de informação, como os alfabetos locais e os fusos horários simultâneos, que mudam com o passar do tempo.

CIDADE ESTANTE (Cortes arquitetônicos e sistema LED automatizado) - Os módulos reunidos neste painel simulam, em corte arquitetônico gravados em acrílico, os prédios de uma cidade cujos habitantes já estão habituados ao teletransporte. As luzes que se acendem e se apagam representam as constantes mudanças que o novo meio de locomoção acarreta nos usos e funções desses prédios, transformando a arquitetura em algo efêmero, quase descartável.



PAINEL TELEPORT (Vídeo projeção mapeada sobre adesivo) - Um possível advento do teletransporte abriria espaço para alterações tanto no espaço físico das cidades quanto no cotidiano das pessoas – marcado, por exemplo, pelo surgimento de novos produtos, movimentos e transtornos mentais. Esta instalação analisa algumas dessas transformações, representadas com ilustrações, textos e infográficos.

CARTOGRAFIA DO DESEJO (Cartografia, luz e transparências) - A obra representa a cartografia customizável do teletransporte, que sobrepõe os mapas do mundo segundo o percurso movido pelo desejo. Os mapas são recortados em peças transparentes, todos na mesma escala, e podem ser organizados pelo visitante em uma pequena prateleira sobre refletor. A luz atravessa os mapas criando o efeito de sobreposição de cartografias no teto da galeria.



TELEPOD (Cabine de teleportação) - A obra simula as cabines de teleportação. Nas paredes estão embutidas telas 42 polegadas, que exibem diferentes vídeos de locais do mundo, tanto cenas externas como internas (residencias, lojas, bares, etc). O visitante troca a cena em exibição através de um controlador, podendo escolher o próximo destino por coordenada, fuso, clima ou atividade. O Telepod será levado para a Rodoviária do Plano Piloto como uma intervenção urbana, no dia 8 de novembro (quarta), das 9h às 18h. Trata-se de uma ação pública que visa convidar os transeuntes para visitar a exposição no Museu Nacional da República.

TRILHA SONORA (Confronto Soundsystem) - As obras são conectadas pela ambiência sonora criada pelos artistas do coletivo brasiliense Confronto Soundsystem. A trilha, de 20 minutos, compila vozes e sons de locais do mundo unidos à sonoridades oníricas e sintéticas.



Serviço

Mostra “Teleport City”, de Gabriela Bilá

Galeria Térreo do Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul).

De 14 de novembro a 5 de dezembro. 

Visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30.  

Entrada franca. 

Livre para todas as idades. 

Todos os mediadores são fluentes na linguagem de libras. Informações e agendamentos do Programa Educativo pelo telefone 98126-4497. Saiba mais pelo Facebook e pelo Instagram

 


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