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De olho na depressão

POR GPS| SAÚDE   
|   19/10/2017 15:00 ( atualizada 19/10/2017 15:00)   
FOTO Reprodução   

A depressão é um distúrbio afetivo onde ocorre um desequilíbrio no cérebro com alterações químicas principalmente  nos  neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substancias que transmitem impulsos nervosos entre as células. É considerada  o mal do século  pela OMS - Organização Mundial de Saúde e  a quarta causa principal de incapacitação da população mundial. A depressão é uma das doenças mentais e neurológicas que atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo.

Segundo o IBGE, 7,6% da população brasileira com 18 anos ou mais sofre da doença. Segundo o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado em 2014 pela Unifesp, entre a população mais jovem, de 14 a 25 anos, o número aumenta muito: 21% dos brasileiros têm os sintomas.

Principais sinais e sintomas  da doença

Desânimo, sem energia, choro fácil, cansaço, dificuldade de  realização da atividades laborais, insegurança, pessimismo, sentimento de culpa, baixo estima, diminuição do desempenho sexual, comportamentos compulsivos, irritabilidade, insegurança entre outros.

Principais Causas

- Fatores genéticos (histórico familiar);
- Idade quanto maior a idade maior a incidência de a doença;
- Distúrbios hormonais por isso mulheres  tem maior chance de desenvolver a doença;
- Doenças crônicas  câncer, diabetes mellitus, entre outras;
- Traumas psicológicos;
- Estresse excessivo;
- Medicamentos usados para emagrecimento;
- Abuso excessivo de álcool e de drogas.

Tratamento

Muitos falam que depressão não tem cura;  isso não é verdade, hoje com avanço da medicina  e uma boa qualidade de vida  a doença  pode evoluir  com melhora significativa e controle  dos sintomas e  mesmo chegar próximo da  cura. Sabe-se  que não é uma  doença de  fácil tratamento, ainda ocorre muito preconceito com patologias psíquicas e dificuldade de tratamento  na saúde publica.

O tratamento ideal é feito pelo médico especialista - psiquiatra de forma combinada com antidepressivos + psicoterapia . Existem dezenas de fármacos com ação antidepressiva no mercado. Atualmente as classes mais usadas são:

-  Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI) – Ex: Citalopram, Escitalopram, Fluoxetina, Paroxetina e Sertralina;



- Inibidores seletivos da recaptação da serotonina e noradrenalina (ISRSN ou SNRI) – Ex: Venlafaxina, Duloxetina, Milnaciprano e Desvenlafaxina;



- Antidepressivos atípicos – Ex: Mirtazapina, Bupropiona, Trazodona e Nefazodona;



- Antidepressivos tricíclicos menos  utilizados devidos  aos efeitos colaterais.

Fica  a dica aos  primeiros sinais  de depressão procure um especialista  para  uma avaliação médica,  pois depressão não é fraqueza, é doença. Você não tem culpa de ter depressão. Quanto mais culpa você sentir, menos vai querer falar a respeito e menos chances terá de buscar ajuda.

Converse com alguém sobre o que está sentindo. Pode ser um parente, um amigo mais próximo, alguém em quem você confie. Lembre-se que, se a pessoa gosta de você, ela vai te entender e querer ajudar, e não te julgar.


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