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Movie-se: Além da Morte

COLABORADOR Pedro Lira   
|   19/10/2017 12:48 ( atualizada 19/10/2017 12:48)   
FOTO Reprodução   
Dirigido pelo dinamarquês Niels Arden Oplev, suspense é um remake morno de drama dos anos 1990

Novas gerações, novos públicos e novo elenco. O longa Além da Morte, nova versão do drama Linhas Mortais, de Joel Schummer (1990), apostou em um elenco jovem para reviver a história, que não marcou em nada em sua primeira exibição. Pegando carona no sucesso de Julia Roberts (ano em que atriz foi indicada ao Oscar), o filme gerou certa frustração no público ao apresentar roteiro desestruturado, sendo sustentado basicamente pelo elenco.

 

No longa de Niels Arden Oplev, que chega às telas hoje, a situação não muda muito. Apesar de não usar nomes queridinhos de Hollywood, Ellen Page, Nina Dobrev e Diego Luna são rostos bem aceitos pela nova geração de cinéfilos. Público esse que tem uma paixão ainda não explicada pelo gênero terror.

 

 

Na trama, jovens estudantes de medicina desafiam a morte na tentativa de uma descoberta científica. Ao voltar "do outro lado" no entanto, os mesmos são assombrados por algo que não fica claro em nenhum momento da história. Não existe uma explicação lógica para os eventos sobrenaturais que seguem do meio ao fim do roteiro.

 

Mais um ponto na tentativa de atualizar a história, Oplev, diferente de Joel Schummer, em Linhas Mortais (1990), vai além do drama e entra no suspense. Com cenas clichês e jump scares ao longo do filme, o elenco dança entre drama, terror e até uma pitada de romance. Muitas dessas cenas parecem recortadas de cinema tipo B, romances adolescentes e (arrisca-se dizer) até um terror trash.

 

O que começa com um quê de mistério e suspense se transforma, do meio para o final, em algo que não pode ser bem definido. Essa mistura do drama e terror gerou algo novo, que pode desagradar aqueles que forem ao cinema com o objetivo de ver um bom suspense.

 

O ponto alto vai para o elenco, que mesmo não sendo a elite de Hollywood, apresenta uma boa interação e consegue, na medida do possível, aprofundar os personagens, detalhe raro em filmes rasos do estilo. Nina Dobrev vai além da má atuação em The Vampire Diaries, enquanto Page e Luna oferecem o que sabem de melhor: personagens "hipsters" que fogem do estilo jovens ricos de filmes americanos.


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